A era da publicidade autêntica chegou. Está preparado?

OpiniãoNotícias
Marketeer
07/08/2025
20:02
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Por Joana Silva, Product Marketing manager da EmbedSocial

E se o seu anúncio mais eficaz não parecesse um anúncio?

Vivemos uma viragem clara no marketing digital: a era da confiança venceu a era da perfeição. Os consumidores, sobretudo os mais jovens, querem ouvir vozes reais, não slogans. E isso está a mudar tudo.

O que dizem os dados?

Segundo o TikTok, conteúdos criados por utilizadores geram uma taxa de cliques 122% superior comparado com anúncios tradicionais. A Geração Z, em particular, confia até quatro vezes mais em creators do que em marcas — e isso não é só um fenómeno cultural, mas económico.

Estamos a assistir a uma reestruturação silenciosa nas estratégias publicitárias: menos guião, mais verdade; menos estúdio, mais espontaneidade.

Além disso, quase 80% dos consumidores dizem que a autenticidade é o fator nº 1 que os leva a apoiar uma marca. A mensagem? A autenticidade converte.

O fim dos workflows morosos

Durante anos, transformar conteúdo gerado por utilizadores (UGC) em campanhas pagas era um caos: identificar posts, negociar direitos, obter aprovações legais… Resultado? A maioria das ideias morria na burocracia.

Mas isso está a mudar. O novo modelo coloca a colaboração com criadores no centro — com foco em automação, rapidez e transparência.

Hoje, marcas conseguem:

• Descobrir conteúdos espontâneos sobre os seus produtos;
• Pedir permissões de forma clara, rápida e direta;
• Transformar posts orgânicos de criadores em anúncios pagos;
• Medir resultados com dados reais: CTR, alcance, conversões.

Tudo isto com menos custos e mais impacto.

Mais do que uma tendência

A autenticidade deixou de ser uma buzzword. Tornou-se um ativo mensurável. E as marcas que perceberam isso primeiro estão a colher resultados: mais empatia, mais interação, mais performance.

Em vez de interromperem o feed das pessoas com anúncios polidos, estão a inseri-las na narrativa — com conteúdos que parecem recomendações, não imposições.

O que vem a seguir?

A pergunta já não é “devemos testar UGC?”, mas sim “quão rápido conseguimos escalar isto?”

A publicidade está a ser reescrita — não por criativos em agências, mas por utilizadores comuns com câmeras na mão. A marca do futuro é aquela que sabe escutar, amplificar e colaborar.

O futuro da publicidade chegou. Sem filtros. Sem guião. Autêntico.

E então… está pronto?




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