Do Ikea para o bloco operatório: como os lápis gratuitos da marca estão a ajudar em cirurgias

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19/07/2026
16:04
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Do Ikea para o bloco operatório: como os lápis gratuitos da marca estão a ajudar em cirurgias

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Quem já passou por uma loja Ikea conhece-os bem. Pequenos, gratuitos e pensados para apontar referências de produtos ou tirar medidas, os tradicionais lápis disponibilizados pela marca sueca tornaram-se um dos objetos mais icónicos da experiência de compra. Mas poucos imaginariam que estes mesmos lápis acabariam por encontrar uma segunda vida… dentro de blocos operatórios.

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É precisamente isso que está a acontecer em várias especialidades cirúrgicas, onde os pequenos lápis da Ikea são utilizados por médicos para marcar linhas de corte em intervenções de cirurgia craniofacial e maxilofacial.

A revelação voltou a ganhar destaque depois de a Ikea partilhar algumas das utilizações mais inesperadas dadas ao objeto, que há décadas acompanha milhões de clientes em todo o mundo. Além das salas de operações, o grafite destes lápis já foi utilizado para criar circuitos eletrónicos, desenvolver sensores para medir cloro em água potável e até servir de matéria-prima para obras de arte e peças de mobiliário.

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O sucesso do lápis explica-se pela simplicidade do seu design. Com apenas 87 milímetros de comprimento e sete milímetros de largura, mantém praticamente as mesmas dimensões desde o seu lançamento, apesar de ter mudado de cor ao longo dos anos — passando do azul para o amarelo e, mais recentemente, para a madeira natural.

A sua natureza descartável é precisamente uma das características que mais agrada aos profissionais de saúde. Em cirurgia, permite fazer marcações precisas diretamente sobre o osso antes de procedimentos como osteotomias, sendo depois descartado, reduzindo preocupações com reutilização do material.

O objeto tornou-se, entretanto, num pequeno ícone da própria Ikea. Só as lojas canadianas encomendam cerca de 5,2 milhões de lápis por ano e existem histórias que ilustram bem a sua popularidade: quando a primeira loja da marca abriu na Coreia do Sul, os clientes esgotaram o equivalente a dois anos de stock de lápis em apenas dois meses.

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A marca sueca encara estas utilizações alternativas com naturalidade. Segundo a própria Ikea, não existe qualquer objeção a que os clientes encontrem novas formas de utilizar um objeto criado originalmente para facilitar a experiência de compra.

Não é a primeira vez que o pequeno lápis gratuito ganha protagonismo. Em 2015, por exemplo, a Ikea aproveitou o lançamento do Apple Pencil para publicar uma campanha nas redes sociais onde comparava, em tom humorístico, os dois produtos com a mensagem: “Absolutamente familiar. Totalmente gratuito”.






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