“Cicatrizes na Primeira Pessoa” é o mote da exposição fotográfica promovida pela Associação MOG – Movimento Oncológico Ginecológico para assinalar o Dia Mundial do Cancro do Ovário (8 de Maio). A exposição estará patente no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, em parceria com a associação Unidas para Vencer.
Esta será a terceira edição da iniciativa, que já passou pelo Museu da Fundação Oriente, em Lisboa, e pelo i3S, no Porto. As fotografias em exposição são assinadas pelos fotógrafos Miguel Valle de Figueiredo e Sandra Carmo e mostram as sequelas deixadas pelo cancro do ovário em quem já teve de combater a doença, dando voz às suas histórias.
A iniciativa «ajuda, sobretudo, a combater o estigma relativo às marcas visíveis e invisíveis da doença no corpo e contribui para aumentar a auto-confiança e auto-imagem das pessoas que passam por estas situações. É uma forma de humanizar a doença e também de aumentar a literacia relativamente aos cancros ginecológicos», afirma em comunicado Cláudia Fraga, presidente da MOG. Ao mesmo tempo, «constitui uma mensagem para quem vive com a doença, incentivando a não desistir do processo e aceitar um corpo diferente, porque são as cicatrizes que nos mantêm vivas. Estas são marcas de superação e sobrevivência.»
A exposição “Cicatrizes na Primeira Pessoa” visa ainda sensibilizar os portugueses para os cancros ginecológicos. De acordo com os dados do Globocan, foram registados 682 novos casos e 472 mortes em 2022.
Fotografia de Miguel Valle de Figueiredo














