“O Fnac Live demonstra a consistência do nosso compromisso com a cultura”, Inês Condeço, diretora de Marketing e Comunicação da Fnac

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Sandra M. Pinto
25/05/2026
16:32
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O Fnac Live está de volta para a sua 14.ª edição, mantendo-se como um dos eventos culturais mais aguardados em Portugal. Com entrada gratuita e uma programação que cruza artistas consagrados e novos talentos, o festival consolida o compromisso da Fnac em democratizar a cultura e aproximar a música de todos os públicos.

Por Sandra M. Pinto

Nesta entrevista, Inês Condeço, diretora de Marketing e Comunicação da Fnac Darty Portugal, explica a filosofia por trás do Fnac Live, a importância do apoio aos Novos Talentos Fnac e como a inovação, a inclusão e a sustentabilidade estão a moldar a experiência do público neste evento que já se tornou um marco da vida cultural nacional.

O Fnac Live regressa este ano para a sua 14ª edição. Qual é a principal mensagem que querem transmitir com este festival gratuito?
É com grande entusiasmo que celebramos a 14.ª edição do Fnac Live, um marco que demonstra a consistência do nosso compromisso com a cultura em Portugal. A principal mensagem que queremos transmitir é a da liberdade cultural: acreditamos que a cultura deve ser acessível e sem barreiras, uma experiência democrática para todos. O Fnac Live é um convite aberto ao encontro entre pessoas e artistas de diferentes gerações e géneros, num verdadeiro espírito de festa descontraído e inclusivo – porque a cultura é mais rica quando partilhada.

Como escolhem os artistas e talentos que vão subir ao Palco Principal e ao Palco Repsol Novos Talentos?
A curadoria artística do Fnac Live é um processo muito pensado, que procura equilibrar a celebração de nomes consagrados com a aposta nos novos talentos. Para o Palco Principal, a escolha recai em artistas que continuam a marcar a música contemporânea portuguesa e que têm a capacidade de cruzar universos e gerações, criando momentos únicos. Este ano contamos com Carminho, Valter Lobo e Carolina Deslandes, e ainda os projetos Deixem o Pimba em Paz e o Tozé Brito (De) Novo, num verdadeiro encontro entre a memória, o presente e o futuro da canção portuguesa. Já o Palco Repsol Novos Talentos é a materialização do nosso compromisso com a descoberta de artistas emergentes. Quem sobe a este palco são, geralmente, projetos que se destacaram na coletânea dos ‘Novos Talentos FNAC’ de edições anteriores, como os vencedores dos NTF’25 que se apresentam este ano, sendo um espaço para dar voz a quem representa o futuro da nossa música.

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Qual é o papel dos Novos Talentos Fnac’26 na estratégia do festival e na promoção da música nacional emergente?
Os Novos Talentos Fnac’26 desempenham um papel central na estratégia do festival e, de forma mais abrangente, na nossa missão de promover a música e a arte nacional emergente. O FnacLive é o palco onde culmina todo o trabalho de valorização que fazemos anualmente através do concurso Novos Talentos Fnac. O Fnac Live começa precisamente com a entrega dos prémios aos vencedores da 24.ª edição – um momento simbólico que reforça o nosso compromisso e o da Repsol com a descoberta e projeção de novos criadores, não só na música, mas também na escrita, fotografia, cinema, ilustração e videojogos. O Palco Repsol Novos Talentos é depois a oportunidade para alguns destes talentos se apresentarem a um vasto público, servindo como uma rampa de lançamento para as suas carreiras.

Que importância tem a entrega de prémios e o apoio financeiro aos vencedores para a reputação do Fnac Live e da Fnac enquanto marca?
O apoio financeiro aos vencedores demonstra, acima de tudo, a nossa autenticidade e compromisso com os criadores. Não se trata apenas de organizar um festival, mas de investir ativamente no futuro da arte em Portugal. Os mais de 75 mil euros em prémios — incluindo o Prémio Monetário Repsol de 5.000€ para cada vencedor e as Menções Honrosas de 2.500€ — são um apoio tangível que permite aos artistas dar continuidade aos seus projetos e ganhar visibilidade. Ao ser o palco onde estes talentos são reconhecidos, o Fnac Live consolida a Fnac como um canal genuíno de promoção da criatividade no panorama cultural português.

A programação inclui interpretação em Língua Gestual Portuguesa. Que importância tem a inclusão e acessibilidade para a Fnac e para o festival?
A inclusão e a acessibilidade são valores fundamentais para a Fnac e para o Fnac Live. A decisão de incluir interpretação em Língua Gestual Portuguesa na cerimónia de entrega de prémios e nas atuações do Palco Principal é um exemplo concreto e muito visível do nosso compromisso em garantir que a cultura seja verdadeiramente para todos – porque a música tem o poder de unir e inspirar, e é nossa responsabilidade remover as barreiras para que essa conexão seja possível. Além disso, procuramos ainda que o recinto seja convidativo e acessível em múltiplos aspetos, sendo pet friendly e pensado para famílias, grupos de amigos e para as várias gerações, numa perspetiva de abertura e de criar proximidade. Esta abordagem reflete a nossa visão de que um festival cultural de sucesso é aquele que celebra a diversidade.

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Como equilibram a experiência para diferentes gerações e estilos musicais num mesmo evento?
Equilibrar gerações e estilos musicais é um dos grandes desafios — e uma das maiores riquezas — do Fnac Live. No Palco Principal, o cartaz reúne nomes icónicos e artistas contemporâneos que conseguem dialogar e cativar públicos variados: desde a atmosfera emotiva e reflexiva evocada por Valter Lobo, o fado de Carminho, que transcende gerações, à emoção de Carolina Deslandes, passando pela reinvenção do pimba com o projeto Deixem o Pimba em Paz, e um momento especial com Tozé Brito a revisitar a sua obra com jovens talentos. No Palco Repsol Novos Talentos, as propostas vão do intimista ao eletrónico, introduzindo o público a novas sonoridades. É esta curadoria que cruza memória e inovação que torna o Fnac Live um festival verdadeiramente transversal, onde os diferentes gostos musicais se encontram e partilham a paixão pela música.

De que forma o conceito de “concerto contínuo” transforma a experiência do público e fortalece o vínculo com a marca Fnac?
O conceito de ‘concerto contínuo’, com atuações alternadas entre os dois palcos, é uma característica distintiva do Fnac Live que transforma profundamente a experiência do festival. Ao eliminar os longos tempos de espera entre os concertos, convidamos o público a circular livremente, a explorar novas sonoridades e a manter-se envolvido na energia da música. Cria-se um fluxo orgânico e sem pressas, que incentiva a curiosidade e a imersão na experiência cultural. Para a Fnac, este formato reforça o papel do festival como espaço de descoberta artística e proporciona um acesso mais rico e contínuo à cultura.

Qual é o impacto dos parceiros do evento, como Repsol, MEO, Dolce Gusto, Antena 3 e SAPO, na criação de valor para o festival e para a marca?
Os parceiros são essenciais para a criação de valor do festival. A Repsol, como patrocinador oficial, apoia financeiramente o evento e reforça o seu compromisso com a sustentabilidade — fornecendo Diesel NEXA 100% renovável e pontos de carregamento para telemóveis, melhorando a experiência e alinhando-se com as nossas preocupações ambientais. A MEO garante a conectividade e a inovação tecnológica, elementos hoje indispensáveis. A Dolce Gusto complementa a experiência com momentos de conforto, e os media partners — Antena 3 e SAPO — asseguram a amplificação da mensagem, levando o Fnac Live a todo o país.

De que forma o festival integra tendências de sustentabilidade, inovação e tecnologia na experiência do público?
O Fnac Live integra sustentabilidade e tecnologia de forma consciente. Em termos ambientais, o uso de Diesel NEXA 100% renovável da Repsol é um passo concreto na transição energética do festival. No que toca à inovação e tecnologia, mais do que garantir conectividade, o festival convida à reflexão sobre o papel da tecnologia na criatividade: o tema dos Novos Talentos Fnac deste ano — ‘A revolução está AÍ. Vais deixar de criar por ti?’ — desafia o público a pensar sobre a Inteligência Artificial e a refletir sobre o seu impacto na arte e na sociedade, porque na Fnac defendemos que a tecnologia deve amplificar a expressão humana, nunca substituí-la.

Que aprendizagens das edições anteriores ajudam a melhorar a experiência do público nesta edição?
Ao longo de 14 edições, o Fnac Live tem sido um processo de constante evolução, sempre com o foco em aperfeiçoar a experiência do público, já que a cada ano aprendemos a fazer mais e melhor. Por exemplo, a consolidação do formato de ‘concerto contínuo’ entre os dois palcos, que garante um fluxo ininterrupto de música e descoberta, é uma aprendizagem que valorizamos muito. A diversidade do cartaz, que cruza cada vez mais géneros e gerações, é outra melhoria contínua, resultado de ouvirmos os gostos variados dos nossos visitantes. As melhorias em acessibilidade e ambiente são igualmente fruto desse processo contínuo de escuta e ajuste. Estas são evidências de que estamos sempre a procurar para elevar a qualidade do FNAC Live, sempre com o mesmo objetivo: que cada edição supere a anterior.

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Como é que a Fnac mede o sucesso do Fnac Live, tanto em termos de engagement como de reforço da marca?
Medir o sucesso do Fnac Live envolve diversas dimensões quantitativas e qualitativas. Em termos de engagement, olhamos para a afluência de público, o tempo de permanência no recinto, o envolvimento com as áreas de foodtrucks e ativações dos parceiros, e o feedback nas redes sociais e meios de comunicação. Para o reforço da marca, avaliamos a cobertura mediática, a forma como a nossa mensagem de apoio à cultura é recebida e como o evento se alinha com os valores que queremos transmitir: proximidade, inovação, acessibilidade e autenticidade. O sucesso mede-se pela capacidade de o festival consolidar a Fnac como referência cultural em Portugal, gerando lealdade e uma ligação emocional duradoura com o público.

De que forma o Fnac Live contribui para reforçar a percepção da Fnac como uma marca próxima do público, inovadora e promotora de cultura em Portugal?
O Fnac Live reflete a nossa identidade. A entrada livre, nos jardins da Torre de Belém, remove barreiras e convida todos a celebrar a música num espaço emblemático. A inclusão – com iniciativas desde a interpretação em Língua Gestual Portuguesa à atmosfera pet friendly e familiar – demonstra o nosso desejo de acolher a todos. Enquanto marca inovadora, o festival não só integra práticas de sustentabilidade como aborda o futuro da criatividade: ao confrontar a Inteligência Artificial com a essência da criação humana, posicionamo-nos na vanguarda da discussão cultural, defendendo a tecnologia como aliada — nunca como substituta — da expressão humana.
Acima de tudo, o Fnac Live consolida-nos como promotores de cultura em Portugal. Através dos ‘Novos Talentos’, damos voz a centenas de artistas emergentes; no Palco Principal, celebramos a diversidade da música portuguesa, unindo gerações e géneros. É a prova do nosso compromisso em criar experiências que enriquecem a vida dos portugueses.




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