A Starbucks prepara-se para renovar mais de mil lojas até 2026, numa tentativa de recuperar um dos conceitos-chave que definiu a marca: o “terceiro lugar”, entendido como o espaço entre casa e trabalho onde os consumidores podem permanecer, socializar e trabalhar.
De acordo com o site Merca2.0, a estratégia surge num momento em que a empresa enfrenta mudanças nos hábitos de consumo e sinais de abrandamento em alguns mercados. Nos últimos anos, a aposta crescente em pedidos digitais e serviços de take-away acabou por reduzir o tempo de permanência nas lojas, enfraquecendo a experiência tradicional associada à marca.
A resposta passa agora por reconfigurar os espaços físicos. As novas lojas deverão privilegiar maior conforto, mais lugares sentados e um ambiente mais acolhedor, com o objetivo de incentivar os clientes a ficar mais tempo e reforçar a ligação emocional com a marca.
Segundo a mesma publicação, o reposicionamento reflete uma tentativa de equilibrar a conveniência tecnológica com a experiência presencial. Embora os canais digitais continuem a ser centrais, a empresa procura recuperar a dimensão social que historicamente diferenciou as suas cafeterias.
A estratégia é liderada pelo CEO Brian Niccol, que tem defendido um regresso às origens da marca, num contexto de concorrência crescente por parte de cadeias especializadas e conceitos independentes focados na qualidade e personalização.
Em vez de acelerar a abertura de novos espaços, a Starbucks está a canalizar investimento para a modernização da rede existente. A prioridade passa por adaptar as lojas às novas expectativas dos consumidores, que valorizam simultaneamente rapidez, conforto e experiência.














