M80 celebra Dia Mundial da Rádio e lança novo conceito estratégico. “Hoje a m80 é uma marca de áudio, não apenas uma frequência FM”

Notícias
Rafael Ascensão
13/02/2026
11:20
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13/02/2026
11:20
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Num mercado cada vez mais dominado por playlists e plataformas de streaming, a rádio continua a afirmar-se como um meio com identidade própria. No Dia Mundial da Rádio, assinalado esta sexta-feira, Miguel Cruz, diretor da M80, sublinha aquilo que considera ser a principal vantagem competitiva do meio: “contexto, surpresa e companhia”.

“A Rádio continua a ter algo que as playlists não conseguem replicar: contexto, surpresa e companhia. As plataformas digitais são extraordinárias na personalização, mas a Rádio continua a ser um meio humano, onde a música surge integrada num momento, numa história, numa voz, numa emoção partilhada”, afirma à Marketeer.

E num mundo cada vez mais individualizado, a dimensão coletiva mantém-se como um dos grandes trunfos. “Milhões de pessoas podem estar a ouvir a mesma canção ao mesmo tempo, em contextos diferentes, mas ligadas por uma sensação comum. É essa dimensão coletiva e emocional que continua a diferenciar a Rádio num mundo cada vez mais individualizado”.

“Quem vai ao Ar”: figuras públicas assumem microfone por um dia

Para assinalar a efeméride, a estação apostou numa iniciativa que coloca o foco na dimensão humana do meio. Sob o mote “Quem vai ao Ar”, várias figuras públicas assumem o papel de co-hosts durante um dia.

Entre os convidados confirmados estão o músico David Fonseca, a apresentadora Fátima Lopes e o humorista Diogo Batáguas, que se juntam à equipa da rádio do grupo Bauer Media para partilhar músicas, memórias e a sua relação com a rádio.

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“A ideia é celebrar a Rádio como aquilo que ela sempre foi: um espaço de encontros improváveis, de histórias e de emoções, feito por pessoas e para pessoas”, explica Miguel Cruz.

Mas é também no Dia Mundial da Rádio que a estação também aproveita para anunciar o arranque de um novo conceito, “m80+”, que substitui o anterior “Power Weekend”, o qual não se trata apenas de um rebranding pontual, refere o diretor.

“O ‘m80+’ é mais do que uma mudança de nome. É uma evolução natural daquilo que queremos que a marca represente: mais música, mais energia, mais ligação emocional com quem nos ouve”, explica.

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“O ‘Power Weekend’ era um conceito forte, mas sentíamos que a marca precisava de uma linguagem mais simples, mais direta e mais alinhada com o novo posicionamento da m80. O ‘m80+’ traduz essa ideia de acrescentar valor à experiência de escuta, não só ao fim de semana, mas como atitude transversal à marca”, acrescenta.

Em termos estratégicos, o objetivo é reforçar a clareza e consistência da marca, alinhando-a com uma linguagem mais simples e direta. “O ‘m80+’ ajuda-nos a comunicar melhor essa ideia de abundância musical e de experiência positiva, sem complicações. É uma forma de tornar a marca mais atual e mais alinhada com o momento que estamos a viver. Ao mesmo tempo, abre espaço para evoluções futuras da marca, tanto no digital como em eventos e outros formatos de conteúdo”, explica ainda.

A rádio como espaço comum entre gerações e a M80 como marca de áudio

Mais do que nostalgia, a m80 tem trabalhado a sua ligação emocional à música. “As canções não vivem no passado – vivem nas pessoas. E aquilo que tocamos continua a fazer parte da vida de várias gerações, em momentos diferentes”, diz Miguel Cruz.

A rádio continua, na sua perspetiva, a ser um dos poucos meios capazes de criar pontes geracionais. É frequente, diz, pais e filhos partilharem as mesmas músicas por razões distintas: “um porque a viveu na altura, outro porque a descobriu mais tarde”.

E embora o core target da estação continue a ser o público adulto, a M80 tem notado que a sua audiência é cada vez mais definida por interesses e não apenas por idade. A m80 junta pessoas que se identificam com a música e com o ambiente da estação, independentemente da geração. Temos ouvintes que cresceram com estas canções e outros que as descobriram mais tarde. Esse cruzamento geracional é uma das grandes forças da marca”, reforça.

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A estratégia da estação tem assim assentado por equilibrar tradição e inovação, sendo que “o equilíbrio começa por perceber o que não deve mudar, nomeadamente, no caso da M80, a ligação emocional à música e o território das grandes canções das últimas décadas”, entende o diretor da estação..

E essa inovação manifesta-se sobretudo na distribuição, que vai do digital, às redes sociais, rádios temáticas e eventos ao vivo, assim como em novos formatos de conteúdo. “Não se trata de mudar a essência, mas de a tornar relevante nos hábitos de consumo atuais”, diz Miguel Cruz.

“Hoje a m80 é uma marca de áudio, não apenas uma frequência FM. O digital é essencial para estarmos presentes nos diferentes momentos do dia e nos diferentes dispositivos”, diz, mencionando dados que refletem que metade dos portugueses já ouve podcasts (TGI Global/GWI 2025), e que quatro em cada dez afirmam ter aumentado o consumo de áudio digital nos últimos anos (Marktest).

“Temos streaming, Rádios temáticas, conteúdos on-demand, redes sociais e experiências ao vivo. O objetivo é simples: estar onde o ouvinte está, com a mesma qualidade e identidade, independentemente da plataforma”, acrescenta.

O grande objetivo da estação passa por “continuar a ser relevante na vida das pessoas, não apenas como uma rádio que toca boas músicas, mas como uma marca que acompanha momentos, rotinas e emoções”, sendo que o maior desafio passa precisamente por “manter essa ligação emocional num contexto de enorme oferta de áudio e de consumo cada vez mais fragmentado”.

“É por isso que a consistência da marca e a proximidade com o ouvinte são tão importantes”, acrescenta Miguel Cruz.

Quanto a perspetivas para o futuro, o diretor da m80 diz acreditar que a rádio “vai continuar a ser um meio muito presente, mas cada vez mais integrado num ecossistema de áudio mais amplo”, onde o FM continuará a ter um “papel relevante, mas o consumo será cada vez mais multiplataforma”.

“Ao mesmo tempo, a rádio mantém uma característica única: é um meio resiliente e acessível, que continua a funcionar quando outras tecnologias falham. Em situações como apagões, tempestades ou cheias, a rádio volta a provar o seu papel essencial como fonte de informação e companhia”, sublinha ainda.

No caso da m80, “o futuro passa por ser uma marca ainda mais presente no digital, em eventos e em experiências, mantendo aquilo que nos define: a música que faz parte da vida das pessoas”, conclui.




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