Comprar uma Ugly Christmas Sweater por 20 euros e ganhar um jantar de 40? Na Portugália é possível se juntar mais três amigos

Da mesa para a bocaCampanhas
Maria João Lima
03/12/2025
12:30
Da mesa para a bocaCampanhasEntrevista
Maria Joao Lima
03/12/2025
12:30
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Quem nunca se sujou com o molho de um bife, que atire a primeira batata. Foi precisamente a pensar nas lendárias nódoas que todos os seus clientes já levaram para casa que a Portugália desenvolveu a sua campanha de Natal. A marca lança hoje as camisolas “Ao Molho”, uma edição limitada e bem-humorada das ugly Christmas sweaters.

Desenvolvidas em parceria com a agência Adagietto, no total há apenas 200 camisolas, 100 com o tema molho de bife e 100 com o tema nódoa de vinho. Já estão à venda e devem desaparecer bem rápido uma vez que estão associadas a uma mecânica que permitirá aos compradores fazer uma refeição com amigos com um valor bem superior ao da aquisição.



Expliquemos tudo: as camisolas estão disponíveis através de uma landing page no site da Portugália, permitindo comprar online e receber a peça directamente em casa. O preço de cada camisola é de 20€. Com um propósito que vai além da mesa, a colecção inclui ainda uma vertente solidária: por cada camisola, 10€ revertem para uma de várias instituições locais – Associação Mais Proximidade, CEPAC e Semear -, sendo que o cliente poderá seleccionar a respectiva instituição, reforçando o compromisso da Portugália com a comunidade e responsabilidade social.

A Portugália oferecerá ainda um jantar a grupos de quatro amigos (ou mais) que se dirijam a qualquer Cervejaria Portugália com a camisola vestida (todos devem ter a camisola). Cada camisola inclui no interior uma etiqueta especial com a mensagem “Neste Natal, não ligues à etiqueta. Traz 3 amigos com camisolas Ao Molho e a refeição de Natal fica por nossa conta – destacar apenas ao balcão (Validade até 18.01.26)”, que funciona como confirmação da oferta quando apresentada. Esta oferta aplica-se exclusivamente às Cervejarias Portugália e inclui uma refeição completa por pessoa, até um valor máximo de 40€.

Em conversa com a Marketeer, José Maria Jorge, director de Marketing da Portugália, sublinha que pretendem “mostrar às pessoas que a marca quer fazer coisas diferentes, reinventar-se, mas, na sua essência, manter-se fiel ao que é”.

O que é que vos levou este ano a querer fazer esta campanha de Natal?

A marca Portugália tem feito um processo de se tentar adaptar aos tempos que correm. Isso começou em 2024 com o rebranding, festejámos o centenário de uma forma, se calhar, mais leve, mais moderna do que seria na marca anterior. Modernizarmos é chegarmos a targets mais jovens, chegar a pessoas que se calhar ainda não conhecem tão bem a Portugália. Achamos que esta forma de viver o Natal e esta campanha de Natal simbolizam um bocadinho isso: conseguir, com um tema que é tão importante, mas também tão ligado a nós, chegar a um público-alvo mais jovem, que gosta muito desta tendência das camisolas de Natal, as ugly Christmas sweaters. Achámos que era um ângulo muito interessante para impactar novos consumidores, mas também os nossos consumidores actuais, que são fãs da marca e que podem ter aqui uma peça única de merchandising e de memorabilia da Portugália em ano de centenário.
Ou seja, acho que cumpre os dois propósitos:,os nossos consumidores mais fiéis terem mais um artigo de merchandising, que acho que em ano de centenário é muito potente e, por outro lado, também chegarmos a novos targets.

Esses novos targets são a partir de que idade?

A Portugália é para todos e tentamos muito ser uma cervejaria em que qualquer pessoa de qualquer idade se sinta bem. Mas achamos que é muito importante para a marca poder rejuvenescer o target e termos comunicação dedicada a um target a partir dos 30 anos. Ou seja, começar a recrutar, de novo, estas jovens famílias, jovens adultos. É isso que faz sentido para a marca, numa perspectiva de médio e longo prazo. Isso tem sido feito desde que lançámos o nosso “Nunca Mudes”. Queremos mostrar às pessoas que a marca quer fazer coisas diferentes, quer reinventar-se, mas, na sua essência, manter-se fiel ao que é. Acho que isso é o que faz com que qualquer pessoa se possa sentir bem cá, desde as pessoas que conhecem a marca há 70 ou 80 anos e que vêm cá e continuam a identificar-se com ela, a pessoas que não conheciam e, por via destas novas campanhas, destas novas formas de ver, passam a conhecer e se sentem bem cá.

Como é que vai ser comunicada a campanha de Natal?

Maioritariamente, em termos digitais, não só nos nossos meios, mas também com algumas parcerias. Teremos uma parceria com a Inês Aires Pereira que nos vai ajudar a divulgar a nossa campanha. Acima de tudo, meios digitais e a página da Portugália.

As pessoas compram a camisola e escolhem, entre três instituições, a qual querem doar metade do valor. E depois podem juntar-se a um grupo de amigos e jantar “à borla”?

Exactamente. Cada camisola tem uma etiqueta, que funciona como um vale. O insight desta campanha vem dos momentos de convívio à volta da mesa e à volta da mesa da Portugália. Se conseguirem juntar um conjunto de pelo menos quatro amigos com a camisola e com o vale, nós temos todo o gosto em oferecer um jantar numa cervejaria Portugália.

É tão importante para nós essa partilha de bons momentos à mesa, que para além da camisola e para além, obviamente, da vertente de responsabilidade social – que é super importante para nós todo o ano, mas que queremos reforçar numa altura em que, de facto, a ajuda é sempre precisa -, vamos ter esse reforço de incentivar as pessoas a partilharem o bom momento, a ligarem umas às outras, a sentarem-se à mesa, a passarem tempos juntas. Achamos que este vale de oferta – que só funciona com quatro ou mais vales -, é uma forma interessante de estimular estes convívios aqui na Portugália.

E será válido até quando?

Por termos achado que havia pessoas que podiam oferecer a camisola como presente de Natal, por exemplo, o vale é válido até 18 de Janeiro. Portanto, o vale está válido desde o lançamento da campanha, dia 3 de Dezembro, podendo ser redimido até 18 de Janeiro. É um mês e meio. Podem festejar os reis ou a entrada do ano novo na Portugália.

Falava da dificuldade que, às vezes, as pessoas têm de se juntar e que esta campanha também poderá servir como incentivo para as pessoas se juntarem. Em que é que se baseiam para dizer isso?

Acho que é um bocadinho uma tendência dos tempos modernos. A vida é cada vez mais acelerada, as pessoas têm cada vez menos tempo. Não sou um perito na matéria, mas entre redes sociais e a digitalização, as pessoas acabam muitas vezes por passar parte do contacto que era mais pessoal para ecrãs. O que nós sabemos é que um bom momento à mesa é insubstituível e cria memórias únicas. Portanto, queremos puxar por isso.

Acho que se todos nós olharmos para trás, temos muito boas memórias à mesa e haverá muita gente que tem muito boas memórias à mesa da Portugália. O que nós queremos é promover esses bons momentos e sabemos que à mesa se criam boas memórias para a vida, com família e amigos. É isso que queremos estimular.

Não há limites de idade para quem traga a camisola?

Não há limites de idade. Quem quiser vir e vier com a nossa camisola e com os vales, vai ser recebido com um especial carinho. E vai poder usufruir da refeição.

Já estão a pensar no próximo ano?

Honestamente, ainda não. É a primeira vez que fazemos algo assim e acho que uma das coisas que nós, como empresa, gostamos muito é de perceber quais são os impactos das coisas que fazemos. Isso terá de ser feito a posteriori. Estamos muito confiantes que a campanha vai ser um sucesso. Mas o tempo dirá quão e como é que os consumidores aderem àquilo que são as nossas ideias quando elas saem do papel. Primeiro que tudo, vamos fazer este Natal bem, entregar bem esta campanha e depois avaliar. Acreditamos que, se for um sucesso, quem sabe poderá haver uma nova edição. Mas, para já, estamos focados nesta campanha.

No total, duzentas camisolas, cem de cada design: a nódoa de molho de bife e a nódoa da vinho…

Para já é uma edição limitada. Temos duzentas camisolas para vender.

E porque é que foi essa temática das nódoas?

Identificámos que nestes convívios à mesa, com muita gente, as nódoas fazem parte. Trouxemos uma solução para as pessoas poderem estar à vontade. Se se sujarem com uma nódoa, ninguém vai notar. E achámos que era uma ideia gira principalmente, quando se pensa numa mesa da Portugália, onde há molho, onde há cerveja, onde há mostarda… as nódoas são sempre uma armadilha que acontece. Portanto, achámos que era um ângulo muito descontraído, divertido. E, mais uma vez, para lembrar as pessoas de aproveitarem ao máximo os momentos que estão na mesa, com os seus mais queridos, amigos, família, colegas de trabalho. O ângulo é “se te sujares, não fiques chateado, não estragues o teu almoço, ninguém vai notar, é mais uma nódoa nas nódoas que já lá estão e que te protegem dos olhares”.

Texto de Maria João Lima

*A jornalista escreve segundo o Antigo Acordo Ortográfico




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