LinkedIn começa a penalizar conteúdos de IA de baixa qualidade para proteger autenticidade e credibilidade

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24/05/2026
21:03
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LinkedIn começa a penalizar conteúdos de IA de baixa qualidade para proteger autenticidade e credibilidade

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O LinkedIn declarou guerra ao chamado “AI slop”, tendo em conta o volume crescente de conteúdos genéricos, repetitivos e pouco autênticos produzidos com recurso a inteligência artificial que tem inundado a plataforma nos últimos meses. E a resposta da rede social profissional passa por um reforço dos sistemas de deteção, novas políticas de distribuição e uma tentativa clara de proteger aquilo que considera ser o seu principal ativo: a credibilidade.

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A discussão ganhou força depois de a plataforma assumir publicamente que está a trabalhar para limitar a visibilidade de publicações consideradas demasiado artificiais ou automatizadas. A preocupação surge numa altura em que ferramentas de IA generativa tornaram extremamente simples criar posts, comentários, artigos e até perfis completos em poucos segundos.

Segundo o LinkedIn, o problema não está necessariamente na utilização de inteligência artificial, mas na proliferação de conteúdos produzidos em massa sem valor acrescentado, experiência real ou pensamento original. O fenómeno tornou-se particularmente visível na própria cultura da plataforma, onde muitos utilizadores começaram a denunciar o crescimento de publicações excessivamente formatadas, emocionais ou “motivacionais”, frequentemente associadas a texto gerado por IA.

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E os primeiros resultados desta iniciativa são “animadores”, refere Laura Lorenzetti, vice-presidente e editora executiva da equipa editorial global do LinkedIn, apontando que, em testes iniciais, o conteúdo genérico foi identificado corretamente em 94% dos casos. “Isso significa que esse tipo de conteúdo tem muito menos probabilidade de se espalhar além da rede imediata de alguém, e será visto menos conteúdo desse tipo vindo de fora da rede do seu feed”, detalha.

A expressão “AI slop” – usada para descrever conteúdos sintéticos de baixa qualidade – tornou-se nos últimos meses um dos temas centrais do debate sobre inteligência artificial e plataformas digitais e o LinkedIn parece determinado em evitar que o fenómeno comprometa o posicionamento da rede.

A estratégia parece fazer sentido do ponto de vista da marca, pois ao contrário de outras plataformas sociais mais orientadas para entretenimento ou viralidade, o LinkedIn construiu a sua identidade em torno de reputação profissional, conhecimento especializado e networking credível. Se os utilizadores começarem a sentir que os conteúdos são artificiais, indiferenciados ou automatizados, a proposta de valor da plataforma pode rapidamente deteriorar-se.

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É precisamente esse risco que o LinkedIn tenta agora evitar, com a empresa a admitir estar a ajustar os seus algoritmos para privilegiar conteúdos considerados mais autênticos, pessoais e sustentados em experiência real. Ao mesmo tempo, quer reduzir o alcance de publicações excessivamente genéricas ou produzidas em grande escala com ferramentas automáticas.

Para as marcas, o movimento do LinkedIn deixa também o aviso claro de que a era do conteúdo gerado por IA sem supervisão humana pode estar a aproximar-se de um limite e que num ambiente saturado de mensagens automatizadas, aquilo que mais valor poderá ganhar será precisamente o contrário, ou seja, a originalidade, a experiência real e a voz própria.




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