A Fidelidade reforça o seu papel no sector segurador com uma estratégia que alia tecnologia, sustentabilidade e proximidade humana.
Com mais de dois séculos de história, a Fidelidade celebra 217 anos de existência com um olhar que une o passado e o futuro. Herdeira de uma trajectória que remonta a 1808, a seguradora continua a afirmar-se como parte da história do País, mantendo viva uma cultura de confiança, inovação e compromisso social. A marca, que evoluiu através de fusões e transformações profundas, aposta hoje numa estratégia que combina tecnologia e proximidade humana, sustentabilidade e visão global, reforçando diariamente a relação com clientes, colaboradores e mediadores.
Em entrevista à Marketeer, Cristina Tavares, head of Branding e Comunicação, reflecte sobre o legado da Fidelidade, os desafios de um sector em constante mudança e o futuro de uma marca que continua a reinventar a ideia de protecção.
A história da Fidelidade começa em 1808. Como definem estes dois séculos de legado, cultura e futuro da marca?
Celebrar 217 anos de história, com raízes que remontam a 1808, é muito mais do que uma efeméride: é a prova de que a Fidelidade faz parte da própria história do País. Representa um legado que atravessa gerações e que soube reinventar-se em cada época. Hoje, é também um compromisso com o futuro: transformar esse património cultural e de confiança numa força de inovação e impacto positivo, mantendo a Fidelidade como referência no sector e como marca que se projecta para as próximas gerações.
A assinatura “Seguros desde 1808” evoca mais de dois séculos de identidade. Como equilibram o legado histórico com uma imagem contemporânea perante os clientes?
O equilíbrio está em duas ideias-chave: consistência e reinvenção. A Fidelidade carrega uma herança única, mas não se limita a evocá-la, pois traduz esse capital histórico em soluções modernas, digitais, próximas da vida dos clientes.
A assinatura honra o passado, mas o posicionamento da marca reforça-se todos os dias através da inovação, da experiência omnicanal e de um modelo de proximidade que responde aos desafios de hoje.
O percurso da Fidelidade inclui fusões significativas (Mundial- Confiança, Império Bonança). Que valores culturais consideram que persistem destas raízes?
Persistem valores de resiliência, compromisso social e proximidade. Cada fusão trouxe consigo património humano, know-how e uma forte ligação às comunidades. Essa diversidade cultural consolidou uma Fidelidade mais plural, mais inclusiva e mais robusta, sempre com o mesmo propósito: proteger as pessoas em todas as fases da vida.
Como se reflecte o valor da “fidelidade” – no sentido literal – na relação com clientes, colaboradores e mediadores após duas décadas de expansão e transformação?
A Fidelidade é mais do que um nome, é uma forma de estar e de construir relações que resistem ao tempo. Ao longo de quase dois séculos, a marca tem sabido transformar a confiança num valor activo, traduzindo-a em compromissos duradouros com clientes, colaboradores e mediadores.
Essa fidelidade manifesta-se na proximidade com quem nos escolhe, na criação de soluções que acompanham cada fase da vida, no investimento contínuo no desenvolvimento das pessoas e no reforço de parcerias que crescem de forma conjunta e sustentável. É essa rede de relações, que é sólida, humana e com propósito, que faz da Fidelidade uma marca que atravessa gerações e continua a renovar o seu papel como referência de confiança e protecção no presente e no futuro.
Em que medida os 217 anos de existência fortalecem a percepção de solidez e confiança junto dos clientes, sobretudo num sector tão dinâmico como o dos seguros?
Num sector onde a confiança é essencial, a longevidade é uma vantagem competitiva rara. A Fidelidade já atravessou contextos históricos complexos e sempre respondeu com capacidade de adaptação e inovação. Isso dá ao cliente a certeza de que, qualquer que seja o futuro, a Fidelidade continuará a estar presente, sólida e confiável.
Hoje, protegem mais de dois milhões de clientes, mas já passaram por muitas fases da História. Que lições retiram de momentos históricos desafiadores (como guerras, revoluções, crises económicas) que ainda hoje impactam a estratégia da Fidelidade?
As principais lições são essencialmente duas: resiliência e antecipação. Resiliência para manter a confiança dos clientes em períodos de incerteza, e antecipação para criar soluções que respondem aos novos riscos. Cada crise ensinou-nos que a capacidade de inovar e de estar próximo das pessoas é o que assegura a continuidade. Essa experiência histórica alimenta a estratégia da Fidelidade no presente.
O WeCare e o Prémio Fidelidade Comunidade mostram bem a dimensão humana da seguradora. De que forma estes projectos ganham ainda mais força numa altura em que celebram 217 anos de história?
Ganham força porque traduzem, de forma muito concreta, o propósito mais profundo da Fidelidade: a protecção vai além do contrato. O WeCare é a expressão mais humana desse compromisso, é um programa que cuida de pessoas em situações de dependência e vulnerabilidade, oferecendo acompanhamento, apoio emocional e soluções reais para a sua qualidade de vida. Já o Prémio Fidelidade Comunidade estende essa missão ao tecido social, apoiando organizações do terceiro sector que todos os dias transformam vidas. Ao celebrarmos 217 anos de história, afirmamos que a nossa longevidade não se mede apenas em tempo, mas na capacidade de gerar impacto humano e comunitário. Porque ser Fidelidade é também proteger o futuro das pessoas, das comunidades e do nosso país.
A inovação tem sido um pilar da estratégia da Fidelidade: dos primeiros seguros de Acidentes de Trabalho à digitalização e ao uso de “fidcoins”. O que é que a Fidelidade vê como o próximo grande salto inovador?
A inovação faz parte do património da Fidelidade. Mais do que acompanhar a transformação digital, procuramos antecipar o que vem a seguir, aliando tecnologia e dados ao conhecimento e experiência que construímos ao longo de décadas. É essa combinação que nos permite criar experiências e soluções de protecção mais completas, relevantes e inovadoras, como por exemplo a plataforma Sofia, pensada para reforçar a oferta integrada de serviços dirigidos a pessoas com mais de 60 anos. Também já incorporamos automação e inteligência artificial para simplificar processos e libertar tempo para o que realmente importa: cuidar das pessoas.
Na Fidelidade há duas áreas incontornáveis: a demografia (longevidade) e as alterações climáticas. Como é que a Fidelidade está a aprofundar essa agenda?
Estamos a integrar a sustentabilidade em todas as dimensões: produtos que respondem ao desafio do envelhecimento da população, soluções que incentivam estilos de vida mais saudáveis e políticas de investimento e gestão de risco que incorporam critérios ambientais e sociais. A agenda climática e demográfica não é acessória, é central na forma como desenhamos o futuro da Fidelidade.
Directa ou indirectamente, a Fidelidade está presente em Espanha, França, Macau, Angola, Cabo Verde e Moçambique. Continuar a crescer além-fronteiras é uma prioridade?
A presença internacional da Fidelidade é parte natural da sua evolução e reflecte a ambição de levar mais longe a experiência e o conhecimento acumulados. O objectivo é continuar a consolidar os mercados onde já estamos presentes e, de forma ponderada, identificar novas oportunidades que reforcem a nossa missão de proteger pessoas e comunidades. Mais do que internacionalizar a marca, queremos internacionalizar a nossa visão de protecção e de confiança.
Como é que a Fidelidade mantém a coesão interna entre colaboradores e redes de distribuição, após tantos anos, num sector que exige agilidade e inovação constante?
A coesão da Fidelidade nasce de um propósito comum, de proteger as pessoas e o futuro das comunidades, e de uma cultura partilhada entre colaboradores e uma ampla rede de distribuição, que é parte essencial da identidade da marca.
São os mediadores que levam a Fidelidade até cada cliente, em cada território, garantindo proximidade, confiança e continuidade. Por isso, investimos de forma consistente na sua capacitação, em programas de formação e em plataformas digitais que reforçam a ligação e a partilha de conhecimento.
É essa combinação entre propósito, cultura e rede que sustenta a unidade da Fidelidade num sector que se encontra em constante transformação.
A Fidelidade é uma empresa que aposta na tecnologia, mas que não quer perder o lado humano no sector dos seguros. Continua a ser esta uma das prioridades? Que iniciativas destacariam que reforcem esta abordagem?
Manter o lado humano é, mais do que uma prioridade, a essência da Fidelidade.
Acreditamos que a tecnologia deve estar ao serviço das pessoas, simplificando, agilizando e libertando tempo para o que realmente importa: a relação de proximidade com o cliente. E é aqui que o papel dos mediadores é absolutamente central. São eles que conhecem cada cliente, cada contexto familiar ou empresarial, e que garantem acompanhamento personalizado, mesmo num ecossistema cada vez mais digital.
Através de plataformas de apoio à mediação, ferramentas de análise de necessidades e simulação em tempo real, e programas de formação contínua, reforçamos a sua capacidade de oferecer soluções adaptadas e humanas. Essa é a verdadeira força da Fidelidade, uma rede nacional que alia tecnologia à confiança, e que traduz todos os dias, no terreno, o valor da protecção com rosto humano.
Ao olhar para as próximas décadas, até celebrarem 250 anos, por exemplo, que legado estão empenhados em deixar – seja em inovação, sustentabilidade, experiência ao cliente ou outro domínio?
O legado que queremos deixar é o de uma Fidelidade que soube transformar o sector segurador em algo maior e mais relevante para a sociedade.
Uma marca que evoluiu de uma lógica de protecção financeira para uma plataforma integrada de protecção, saúde, longevidade e sustentabilidade, capaz de acompanhar as pessoas ao longo de todas as fases da sua vida. Queremos continuar a ser um agente de confiança, mas também de transformação, promovendo a literacia no que diz respeito a temas essenciais como a poupança, a saúde preventiva ou a protecção ambiental, e inspirando comportamentos que contribuam para um futuro mais equilibrado.
A Fidelidade que imaginamos deixar para as próximas décadas é uma marca cada vez mais próxima, humana e tecnológica, que presta apoio a famílias, empresas e comunidades através de soluções que combinam inovação, responsabilidade e impacto positivo.
O nosso compromisso é continuar a inovar, a cuidar e a criar valor duradouro, não apenas para os nossos clientes, mas para o planeta e para as gerações que nos seguirão.
Este artigo faz parte do Caderno Especial “Aniversário das marcas”, publicado na edição de Outubro (n.º 351) da Marketeer.














