Está na lei que as sociedades de advogados têm de ser marcas aborrecidas?

OpiniãoNotícias
Marketeer
15/09/2025
10:00
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Opinião de Frederico Roquette, fundador e diretor Criativo da Alfred

Claro que não. Mas durante décadas, parecer “sério” foi, e continua a ser, o plano de marketing de muitas. Um plano que na prática significou tornarem-se todas iguais.

A confiança associava-se ao formalismo, à sobriedade, a uma certa distância inatingível dos conhecedores eruditos e distintos. E isso refletia-se não só nos nomes, quase sempre compostos por apelidos com algum legado ou siglas pomposas, mas também em toda a imagem e linguagem das marcas.
Mas o mundo mudou. Os clientes também.

Mesmo que os seus advogados ainda hesitem em mudar.

Na Alfred, temos desafiado várias sociedades e advogados a evoluir. A perceberem que é possível, e desejável, construir marcas com personalidade, com um território próprio, relevante e diferenciador.
Porque hoje, um advogado não representa apenas confiança. Representa também atualidade, tecnologia, clareza, proximidade e sofisticação. E tudo isso pode (e deve) estar refletido no seu universo de marca.

Sabemos que este é um setor que tradicionalmente não investe em branding ou marketing estratégico.

Mas há boas notícias desde 2020, em que a Ordem dos Advogados passou a permitir comunicação institucional e comercial das sociedades, desde que feita com responsabilidade e ética. Ou seja: o tempo da discrição forçada já passou. Agora é uma questão de escolha. E de visão. Até porque, num setor onde poucos evoluem na forma como comunicam, há uma oportunidade real de estar entre os pioneiros e destacar-se.

O nome, o logotipo, o tom de voz, o site, os materiais, o espaço físico, a presença nas redes ou num evento, tudo isso é marca. Tudo isso comunica.

Se antes era o fato e gravata a sinalizar status e seriedade, hoje é o universo da marca que inspira (ou não) respeito, confiança e identificação. E muitos clientes gostam de se rever na marca dos seus parceiros legais, alguns até gostam de se “gabar” da sociedade com quem trabalham, daquilo que ela representa. O que, para acontecer, é preciso saber o que esta representa através da sua comunicação.

As sociedades com quem temos trabalhado nos últimos tempos, muitas com equipas verdadeiramente visionárias, têm procurado exatamente isso: posicionar-se para o presente e para o futuro.

Como? Comunicando com clareza e elegância, sim, mas também passando a ser percepcionadas como guias estratégicos nas suas áreas de expertise, não apenas executores legais, via uma sua marca sólida, moderna, com propósito e proprietária.

Isto significa perder rigor, discrição ou prestígio? Pelo contrário, é acrescentar a estes valores diferenciação, presença e relevância.

E a sua sociedade? Ainda é uma sigla poeirenta presa num logótipo dos anos 90? Se sim, talvez esteja na altura de a ajudar a libertar-se.

Podemos ajudar?




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