Grok continua a gerar imagens sexualizadas mesmo quando é informado de que não houve consentimento por parte dos visados

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Marketeer
03/02/2026
18:10
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Grok continua a gerar imagens sexualizadas mesmo quando é informado de que não houve consentimento por parte dos visados

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Apesar das recentes medidas anunciadas pela plataforma X para limitar a geração de conteúdos sensíveis, o chatbot de inteligência artificial Grok, desenvolvido pela empresa xAI de Elon Musk, continua a produzir imagens sexualizadas de pessoas sem o seu consentimento, mesmo quando os utilizadores alertam explicitamente para o carácter abusivo ou humilhante dos pedidos.

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A conclusão resulta de uma investigação conduzida pela Reuters, que testou o sistema após a introdução das novas restrições. Segundo a investigação, embora a conta pública de Grok na rede social X tenha deixado de produzir em massa imagens sexualizadas, o chatbot continua a fazê-lo em interações diretas, ignorando avisos claros sobre a ausência de consentimento, a vulnerabilidade das pessoas retratadas ou o potencial dano emocional causado pelas imagens.

Entre 14 e 16 de janeiro e novamente entre 27 e 28 de janeiro, nove jornalistas da Reuters, seis homens e três mulheres, nos Estados Unidos e no Reino Unido, submeteram fotografias totalmente vestidas de si próprios e de colegas ao Grok. Em seguida, pediram ao sistema que alterasse as imagens para retratar as pessoas em poses sexualizadas, provocatórias ou humilhantes.

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No primeiro conjunto de testes, o Grok gerou imagens sexualizadas em 45 de 55 pedidos, mesmo quando, em 31 desses casos, foi alertado de que os indivíduos eram particularmente vulneráveis. Em 17 situações, o chatbot produziu as imagens após ter sido informado de que estas seriam usadas para degradar a pessoa retratada. No segundo teste com 43 pedidos semelhantes, o Grok voltou a gerar imagens sexualizadas em 29 casos.

Em alguns dos cenários criados pelos jornalistas, o chatbot foi informado de que as pessoas nas imagens eram tímidas, inseguras com o corpo ou vítimas de abuso. Num dos exemplos citados, após saber que um homem havia sido abusado em criança e não consentia a utilização da sua imagem, o Grok continuou a gerar imagens cada vez mais humilhantes, incluindo representações com poses exageradas e objetos sexuais.

Mesmo depois de ser informado de que a pessoa retratada estava a chorar ao ver as imagens, o sistema manteve a produção de conteúdos sexualizados. O Grok recusou explicitamente os pedidos em apenas sete casos, citando falta de consentimento. Noutros episódios, o chatbot apresentou mensagens de erro genéricas ou imagens de pessoas aparentemente geradas por inteligência artificial.

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Em contraste, chatbots concorrentes como o ChatGPT (OpenAI), Gemini (Google) e Llama (Meta) recusaram todos os pedidos semelhantes feitos pela Reuters, emitindo alertas claros sobre ética, privacidade e potencial dano às vítimas.

As restrições ao Grok foram anunciadas após uma onda de indignação global provocada pela produção massiva de imagens sexualizadas não consensuais de mulheres — e, em alguns casos, de crianças. O caso levantou sérias preocupações legais e regulatórias, tendo a Comissão Europeia, por exemplo, anunciado uma investigação ao Grok.

O Ministério Público de Paris também convocou para 20 de abril o magnata norte-americano Elon Musk, proprietário da plataforma X, cujas instalações em França foram esta terça-feira alvo de buscas por alegadas irregularidades, anunciou a procuradoria parisiense.

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As diligências decorrem no âmbito de um inquérito aberto no início de 2025, após denúncias de deputados que visavam algoritmos enviesados na rede social, suscetíveis de terem adulterado o seu funcionamento. Desde então, as investigações foram alargadas a outras infrações, incluindo cumplicidade na detenção e difusão de imagens de menores com caráter de pornografia infantil, ‘deepfakes’ (manipulação de imagens e áudio) de caráter sexual e negacionismo.




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