
Regresso aos anos 60: Desfile da Prada gera debate sobre feminilidade e coroa o mocassim como sapato rei
A Prada voltou a desafiar convenções ao apresentar a sua coleção Outono/Inverno 2025-26, assinada por Miuccia Prada e Raf Simons. O desfile, que rapidamente se tornou um dos mais comentados da temporada, propôs uma reflexão sobre a feminilidade contemporânea e a evolução das noções de beleza.
“O que significa feminilidade hoje? Como ela pode ser definida?”, questionou a marca na sua conta do Instagram. “O desfile outono/inverno 2025 da Prada de Miuccia Prada e Raf Simons é uma interrogação desses conceitos – em si um exercício de colocar questões, provocando discussões, em torno de nossa percepção coletiva da tipicidade da feminilidade, sobre noções de beleza, sobre como essas percepções podem mudar constantemente”, concluiu ainda a marca.
As respostas vieram em forma de silhuetas inspiradas nos anos 60, cheias de referências à época , mas reinterpretadas para os dias atuais, tornando-as contemporâneas.
A coleção resgatou elementos clássicos da década, como botões marcantes e lapelas redondas, trazendo um toque nostálgico sem perder a modernidade. Vestidos florais vibrantes dividiram espaço com tops e saias curtas de malha, algumas com cintura efeito papel ou saco, criando um contraste entre estrutura e fluidez. As minissaias, peça-chave da revolução feminina da época, também marcaram presença, reforçando a ideia de uma mulher segura e livre.
Como acontece frequentemente na Prada, a moda passou da passarela para o debate. O desfile não apenas celebrou os anos 60, mas também desencadeou questões sobre como a feminilidade é percebida e redefinida com o tempo.