Zon e Optimus chegam a acordo sobre fusão

A Zon Multimédia e a Sonaecom chegaram finalmente a acordo sobre o processo de fusão, que irá resultar na integração da Optimus na Zon. A nova operadora será detida em partes iguais pela Sonacom e por Isabel dos Santos, accionista da Zon, através de um veículo financeiro criado para o efeito.

Quase dois meses depois de terem negado quaisquer negociações sobre uma eventual fusão, a Sonaecom (dona da Optimus) e a Zon Multimédia acabaram, na passada-sexta feita, por oficializar o acordo. Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Sonaecom informa que o negócio deverá ser concretizado através de dois veículos detidos por Isabel dos Santos, Kento Holding e Jadeium. “Com vista à concretização da operação, a Sonaecom e a Kento/Jadeium solicitarão, respectivamente, às administrações da Optimus SGPS e da Zon que, em conjunto, apreciem a conveniência e oportunidade da mesma, à luz dos interesses de ambas as sociedades”, lê-se no comunicado. O negócio ficará ainda dependente da luz verde da Autoridade da Concorrência.

Caso o negócio avance, a Sonaecom e Isabel dos Santos (que detém 28,8% do capital da Zon) vão criar um veículo financeiro, detido em partes iguais, que passará a controlar a empresa nascida da fusão entre a Optimus e a Zon. “A Sonaecom e a Kento/Jadeium acordaram na constituição de um veículo detido em partes iguais que, condicionadamente à concretização da fusão, reunirá uma parcela substancial da participação da primeira na Optimus SGPS e a totalidade da participação da Kento/Jadeium na Zon, e que, em caso de efectivação da fusão, e em resultado da mesma, passará a deter uma posição de controlo”, anunciam a Sonaecom e Isabel dos Santos.

Ambas as partes acreditam que o negócio “permitirá obter uma optimização de recursos significativa e uma maior eficiência e rendibilidade que servirão de alavanca para o reforço da capacidade de investimento da entidade resultante, seja em novos mercados (sobretudo em mercados emergentes) seja em novos produtos, com maior qualidade e competitividade”, bem como “intensificar os níveis de concorrência entre operadores”, através da criação de ofertas integradas de serviços “com novas funcionalidades e a preços mais competitivos”.

De acordo com o jornal Público (também detido pela Sonaecom, mas que fica fora do processo de fusão), se o negócio avançar nascerá um novo operador no mercado português com mais de cinco milhões de clientes e uma facturação superior a 1,4 mil milhões de euros. Já o Diário Económico avança que o negócio deverá estar concluído em Julho de 2013.

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