Web Summit: Vídeo online irá ultrapassar a TV em três anos

«Daqui a dois ou três anos, o online será o principal meio de consumo de vídeos, ultrapassando a televisão». A previsão é de Thomas Meakin, associate partner da consultora McKinsey & Company, que subiu hoje ao palco Pandaconf, do Web Summit, para dar alguns dados e insights sobre o consumo de vídeos.

A televisão continua a representar a maior quota de visualização de vídeos, com cerca de 40%, à frente do PC (38%) e do mobile (23%). Contudo, as plataformas móveis são as que apresentam, de longe, a maior margem de progressão. Nos últimos seis anos, por exemplo, o tempo médio que as pessoas passam a ver vídeos online aumentou de 62 minutos por dia, em 2010, para 171 minutos, em 2016.

Este crescimento é indissociável do aparecimento e crescimento de serviços de streaming como o Netflix ou o Amazon Video, e de fenómenos como o binge-watching ou o consumo televisivo não-linear. «As empresas que detêm estas plataformas [de streaming] estão a investir de forma massiva em conteúdos, sobretudo em produções próprias», sublinhou Thomas Meakin.

O crescimento do vídeo nos meios online reflecte-se também nas receitas publicitárias. Mais uma vez, neste indicador, a liderança cabe à televisão, representando cerca de 36% do investimento publicitário total nos Estados Unidos da América (EUA), contra 18% do PC e 5% do vídeo online. Contudo, os anunciantes estão cada vez mais a transferir os seus investimento para o vídeo online, que no ano passado cresceu 58%, enquanto a TV subiu as receitas publicitárias em apenas 6%. «O investimento publicitário está a mudar rapidamente», reiterou o associate partner da consultora McKinsey & Company.

Tendo em conta estes dados e tendências, o responsável deixou cinco conselhos aplicáveis a todos os players que gravitam à volta deste mercado dos vídeos: investir em conteúdos (próprios ou adquiridos), agregar os vídeos em plataformas on demand, consolidar para ganhar escalar, lançar plataformas D2C (direct to consumer) – como a HBO Now – e, sobretudo, encontrar formas de monetizar o tráfego. «O vídeo dá dados muito valiosos sobre as preferências do consumidor. Cabe às empresas aproveitar esses dados», concluiu.

Texto de Daniel Almeida

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