Web Summit: Pagamentos digitais na mira do Facebook

O Facebook quer expandir cada vez mais o seu leque de funcionalidades e aproximar os utilizadores das marcas (e são mais de seis milhões) que investem na plataforma. E se os chatbots começam agora a povoar o Facebook Messenger para alavancar essa conversa, os pagamentos digitais poderão ser o próximo grande passo da app de conversação. «Queremos estar na área dos pagamentos digitais. Queremos que as pessoas, quando vêem um anúncio na nossa plataforma, possam realizar um pagamento dentro da aplicação», revelou esta tarde Stan Chudnovsky, head of Product do Facebook Messenger, no palco principal do Web Summit.

Stan Chudnovsky é um antigo executivo da PayPal, tendo ingressado no Facebook em 2014. Pela sua experiência nesta área, é um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento da rede social nos pagamentos digitais.

O Facebook tem vindo a testar, desde o segundo trimestre do ano, nos EUA, um serviço que permite aos utilizadores enviarem ou receber dinheiro através de grupos de conversação, mas ainda não permite fazer pagamentos de serviços, por exemplo. De acordo com Chudnovsky, a rede social tem vindo a desenvolver parcerias com empresas como a PayPal ou a Visa para tornar esta possibilidade uma realidade o mais rápido possível. «Não teremos que ter necessariamente uma carteira digital, as pessoas poderão ter a sua carteira noutro lado qualquer», ressalvou.

À conversa com Laurie Segall, jornalista da CNN Money, Stan Chudnovsky vaticinou ainda que, nos próximos anos, a grande evolução das apps de conversação estará na relação entre os utilizadores e as empresas/serviços presentes nessas plataformas. E aí os chatbots (ou robots inteligentes) terão um papel fundamental e “mais eficiente” do que algumas ferramentas de costumer service actuais, como o atendimento telefónico automático. «Será que queremos continuar a falar com outra pessoa, quando podemos conversar com uma empresa da mesma forma, mas recebendo uma resposta mais rápida?», questionou.

Chudnovsky reconheceu ainda que um dos maiores desafios para o Facebook Messenger está no equilíbrio entre a utilização de chatbots e de pessoas reais – uma vez que os chatbots não conseguirão para já dar resposta a tudo -, e a forma como essa transição tem que ser feita em tempo real sem que haja uma quebra na conversa. Essa funcionalidade está já em fase de testes. «Era um serviço que as empresas e os developers nos pediam há muito tempo e estamos contentes por estarmos agora a lançá-lo», concluiu.

Texto de Daniel Almeida

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