Web Summit: O CMO está a tornar-se redundante?

Um dos temas em cima da mesa no último dia do Web Summit 2017 foi o papel do CMO e se o mesmo se está a tornar redundante ou não. Em jeito de debate, Till Falda (eyeo/Adblock Plus) e Jason Harris (Mekanism) discutiram, respectivamente, se este cargo está a caminho do fim.

Till Falda considera que o CMO tem de se adaptar aos novos tempo, ou seja novas tecnologias e comportamentos do consumidor, ou enfrentar a morte. Jason Harris, por seu turno, considera que o CMO é crucial para as organizações e que é um erro eliminar esta posição, ainda que aceite que será necessário evoluir. Evolução sim, mas não necessariamente revolução.

Jason Harris defendeu, ainda, que o CMO é injustamente maltratado pelas organizações, carregando sozinho (ou quase) o peso do mundo: se uma empresa falha, a culpa é atribuída ao CMO, que não a soube vender, quando muitas vezes, na opinião do responsável, o problema pode estar no próprio produto ou serviço.

No painel exactamente a seguir a este, no palco PandaConf, o futuro continuou a ser o tema central. Mas desta vez, a discussão alargava-se à publicidade e ao marketing em geral. A principal conclusão é de que haverá uma mudança no investimento, fruto das alterações nos modos de consumo: se as pessoas passaram do email para o Messenger, o investimento publicitário e em comunicação tem de estar aí também.

Brian Halligan (HubSpot) considera que, no futuro, a publicidade não vai desaparecer mas que a forma como é trabalhada mudará radicalmente. PJ Pereira (Pereira & O’Dell), por seu turno, acredita que entretenimento é a palavra de ordem. Por fim, Neil Waller (Whalar) aponta para um futuro centrado no consumidor.

Texto de Filipa Almeida

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