Volkswagen: Mobilidade eléctrica para todos

Apesar dos números indicarem que os veículos a combustão interna, a diesel ou gasolina, continuam a dominar o mercado nacional, a verdade é que o segmento dos veículos eléctricos está a mudar o panorama. No Grupo Wolkswagen a missão é muito clara: serem neutros em CO2, incluindo veículos, fábricas e processos. Dados mais recentes da ACAP – Associação Automóvel de Portugal – apontam para um aumento de 65,8%, nos primeiros quatro meses de 2023, de novos veículos automóveis electrificados matriculados em Portugal face a igual período do ano anterior. Este valor aumenta para 118,6% no caso de matrículas de automóveis 100% eléctricos, quando comparado com o mesmo período. A Volkswagen tem feito a sua parte, ao disponibilizar uma oferta de produto cada vez mais diversificada e adaptada às necessidades de cada condutor ou empresa. «Só assim conseguiremos mudar a tendência preocupante do envelhecimento progressivo do parque automóvel em Portugal. De acordo com a ACAP, os veículos com mais de 20 anos representam 26% dos que estão em circulação. É um valor que nos deve preocupar a todos e é essencial encontrar soluções práticas e acessíveis para quem queira adquirir veículos, não só mais sustentáveis, mas também mais avançados tecnologicamente e, sobretudo, muito mais seguros», afirma Filipe Moreira, director de Marketing da Volkswagen Portugal.

Alguns mitos e preconceitos ainda persistem quando se fala de veículos eléctricos, como a autonomia e a capacidade dos postos de carregamento, mas a Volkswagen tem uma meta muito clara na sua estratégia: «Ao querermos ser a marca mais desejável em mobilidade sustentável, temos como objectivo a aquisição de VE (veículos eléctricos), onde a questão do preço é tida em conta e isso vai continuar a ser visível com o lançamento de novos modelos. A autonomia é outra das questões em cima da mesa sempre que um cliente pretende passar de um veículo a combustão para um VE. Este tema foi solucionado não só com a crescente autonomia que temos vindo a oferecer nos nossos veículos, como também as soluções de carregamento que disponibilizamos através da MOON», adianta o responsável de Marketing.

Acreditando que a mobilidade eléctrica deve estar acessível a todas as pessoas, a Volkswagen tem como ambição disponibilizar um vasto leque de produtos que abranjam todos os segmentos de mercado, como, de resto, já acontece com modelos que vão do up! ao Touareg. Filipe Moreira refere a apresentação mundial do ID.2all, que chegará em 2025, com autonomias superiores a 400 km e um preço abaixo dos 25 mil euros.

Adicionalmente, e numa visão mais abrangente desta estratégia rumo a um futuro livre de emissões de dióxido de carbono, o Grupo Volkswagen está a fazer um investimento, até 2025, de 14 mil milhões de euros na descarbonização, apoiando a expansão de grandes parques eólicos e centrais solares na Europa, garantindo que até 2030 todas as fábricas em todo o mundo (excepto China) serão neutras em emissões de CO2.

Uma realidade que garantem existir, hoje em dia, nas fábricas que produzem exclusivamente os modelos eléctricos da marca, assim como outras medidas que têm implementado, como apresentar veículos projectados para as diversas necessidades de mobilidade, com tecnologia de última geração, sistemas de segurança inovadores e todo um processo e utilização sustentável. «Estamos a desenvolver medidas no sentido de garantir todo um processo de reciclagem das baterias em fim de vida e que permitirá reutilizar 90% das matérias-primas», adianta.

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

O roteiro para uma Europa com impacto neutro no clima, decorrente do Pacto Ecológico Europeu, estabeleceu metas ambientais não só necessárias como urgentes. Nesse sentido, o Grupo Volkswagen assume que «está a apostar na e-mobilidade como nenhum outro fabricante», defende Filipe Moreira, adiantando que está em acção «o Way to Zero, um dos projectos mais ambiciosos e que traduz o compromisso real por parte do Grupo VW de ser, até 2050, neutro em CO2, incluindo veículos, fábricas e processos». Com esta política, a marca pretende que as gamas eléctricas sejam produzidas de forma criteriosa e consciente das necessidades ambientais, através do uso racional dos recursos naturais, de materiais sustentáveis e melhorando a sua reciclabilidade. «As metas mostram claramente a nossa forte aposta. Queremos a redução de 40% das emissões de CO2 por cada modelo na Europa até 2030. Como resultado, vamos conseguir que um Volkswagen emita cerca de 17 toneladas a menos de dióxido de carbono», contextualiza o director de Marketing.

O mesmo responsável vai mais longe quando se trata de referenciar todas as medidas tomadas pelo grupo em relação à consequente electrificação das suas gamas. Além do Way to Zero, também a nova estratégia ACCELERATE conta com um objectivo muito claro: a electrificação total da nova frota de veículos. Na Europa, a meta é a de pelo menos 70% das vendas unitárias serem veículos exclusivamente eléctricos até 2030, ou seja, mais de um milhão de veículos, superando, dessa forma, os requisitos do Acordo Verde europeu. «Para isso acontecer comprometemo-nos a lançar, pelo menos, um novo modelo eléctrico por ano. Fora da Europa, mais concretamente na América do Norte e na China, a percentagem de veículos eléctricos nas vendas deverá ser de pelo menos 50%», refere o mesmo.

Pretendendo cumprir as exigências dos Acordos de Paris, a Volkswagen perspectiva que, em 2033, toda a gama de produtos seja já 100% eléctrica.

NOVOS PERFIS DE CONSUMIDORES

Os portugueses estão cada vez mais conscientes da transformação profunda no mercado automóvel, com a necessária adopção de uma mobilidade livre de emissões. Para responder a esse “desafio”, a Volkswagen tem investido nos canais digitais, como forma de proximidade com o consumidor. «Houve um impulso do recurso ao digital, que nos permitiu optimizar serviços como o “Video Showroom”, através do qual, quem nos pretende visitar, pode fazê-lo de uma forma virtual, mas tendo o mesmo atendimento, tal como se estivesse num concessionário. Com a pandemia, os consumidores também se souberam adaptar, ficando mais receptivos a estas novas experiências», reflecte Filipe Moreira. Segundo o mesmo responsável, existe, actualmente, uma tendência dos consumidores procurarem a marca, numa primeira abordagem, através dos canais digitais. A informação relevante no processo de compra de uma viatura está, hoje em dia, online, pelo que os consumidores apenas se dirigem a um concessionário numa fase posterior. «É fundamental que as marcas estejam preparadas para agilizar este processo de decisão, dotando os consumidores de toda a informação, desde a informação de produto, a configuração, as campanhas disponíveis, os simuladores de financiamento, etc.», afirma.

Devido à sua abrangência, potencial de segmentação e razoabilidade de custo, os canais digitais são cada vez mais fundamentais no marketing do segmento automóvel. Na Volkswagen, existe uma grande aposta nestes canais, nomeadamente através de equipas que trabalham em exclusivo todo o digital da marca. Segundo o director de Marketing, «as redes sociais são um bom exemplo e isso tem-nos permitido incrementar os resultados nas diversas plataformas, sendo ainda mais relevante, uma vez que o conseguimos fazer, maioritariamente, de uma forma orgânica». Por isso mesmo, e adicionalmente, ao longo deste ano, a marca tem vindo a trabalhar em algumas campanhas exclusivas nos canais digitais e que estão a traduzir-se em bons resultados ao nível de leads que posteriormente são trabalhados localmente através da rede de concessionários. «Tem sido uma experiência muito interessante e recompensadora», de acordo com Filipe Moreira.

O advento dos canais digitais não neutraliza, no entanto, o impacto de alguns canais tradicionais, que continuam a ter relevância, nomeadamente a televisão. Filipe Moreira esclarece: «A verdade é que também os media tradicionais acabaram por se digitalizar. Veja-se o exemplo da rádio, com o desenvolvimento de podcasts.» Sobre esse tema, o mesmo responsável complementa: «Temos também uma nova realidade a que estamos a assistir com a mudança no meio OOH, com a sua digitalização através da implementação de mais outdoors digitais, possibilitando às marcas passarem as suas mensagens de forma mais dinâmica e diferenciada, permitindo ajustá-las às várias fases do dia, às condições meteorológicas, entre outras.» O director de Marketing relembra que este tipo de campanha não é novidade: «Já em 2021 desenvolvemos um outdoor interactivo situado na 2.ª Circular, em Lisboa, em que mostrava através das cores (verde, amarelo e vermelho) qual o estado do trânsito no sentido em que os condutores circulavam. Teve uma óptima receptividade.»

O FUTURO É ID

Tendo em conta que os veículos a combustão interna, a diesel ou gasolina, continuam a dominar o mercado nacional – representando actualmente 53% das vendas –, a Volkswagen não deixou de apostar neste segmento, para o qual tem desenvolvido algumas campanhas de comunicação, muito focadas na disponibilidade de produto para entrega imediata. Contudo, o foco da marca passa agora pela comunicação da estratégia Way To Zero, com particular destaque na família ID, que conta já com quatro modelos: ID.3, ID.4, ID.5 e ID.BUZZ. Tendo em mente as metas sustentáveis, a Volkswagen já está a lançar pelo menos um produto eléctrico novo por ano, algo que pretende fazer até 2026. Para isso, «é importante referir que até 2030 temos uma estratégia que prevê o desenvolvimento de 70 modelos 100% eléctricos e 60 modelos PHEV, não só da Volkswagen, mas de todas as marcas do Grupo Volkswagen», acrescenta Filipe Moreira.

Para o último trimestre de 2023, está prevista outra versão do ID.3, assim como o novo ID.7, que contará também com uma campanha dedicada. «Teremos, ainda, o facelift do Touareg, que estará apenas disponível com versões PHEV, para o qual faremos uma campanha muito focada no target deste modelo», conclui.

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Mercado automóvel”, publicado na edição de Junho (n.º 323) da Marketeer.

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