Um tsunami permanente!

Ricardo Florêncio

Director Editorial Marketeer

Editorial publicado na edição de Novembro de 2015 da revista Marketeer

No passado dia 3 de Novembro, decorreu, no Museu do Oriente, a 7.ª Conferência Marketeer. E mais uma vez excedemos todas as expectativas, atendendo a que perto de 500 convidados marcaram presença neste evento. É muito gratificante verificar que os responsáveis das empresas, os nossos leitores, o mercado, as marcas, os nossos stakeholders, reagem muito positivamente aos nossos desafios, contribuindo assim para o seu enriquecimento. Obrigado e bem-hajam.

A 7.ª Conferência Marketeer foi extremamente interessante. Ao longo da manhã, tivemos diversas apresentações e mesas de debate sobre temas relacionados com as marcas. E uma ideia foi comum. Vivemos num tsunami permanente! O desenvolvimento do mundo digital tudo veio revolucionar, e colocou em causa tudo o que fazíamos até ao momento.

Os métodos, os processos, os modos de fazer negócios, as linhas de negócios, os tradicionais produtos, o tipo, a direcção e a importância da comunicação, o modo como estão organizadas as empresas, o envolvimento e importância dos stakeholders, etc., um rol imenso, e talvez infindável de situações. E assim temos alterações constantes nos clientes, nos media, nos mercados, nas redes sociais, nos produtos, na comunicação, nos negócios e até, como influência directa nas empresas, tsunamis sociais e políticos.

Contudo, há um dado relativamente novo. Há um tsunami na concorrência. Ou seja, os concorrentes deixaram de ser apenas aqueles que já conheciam, que já actuavam no mercado, porventura aqueles que ainda não estavam presentes, mas que já se tinha conhecimento que podiam entrar, mas surgem novos concorrentes de áreas adjacentes, complementares, e, muitas vezes, que nada tinham a ver com o negócio, mas que lançaram produtos/serviços que vão ao encontro das necessidades dos clientes.

Surgem assim concorrentes literalmente do nada, de modo totalmente imprevisível, e para o qual não há preparação possível. A não ser estar sempre, sempre, perto do cliente e criar, com ele, uma relação cada vez mais forte e mais entrosada, uma relação de relevância e interferência.

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