Um Natal mais confiante

comprasnatalO estudo Xmas Survey 2009 da Deloitte analisa as intenções de compra dos europeus na última época festiva do ano. Alinhados com o resto da Europa Ocidental, os consumidores portugueses pressentem uma provável recuperação económica em 2010. A sensação de recessão persiste mas está a diminuir consideravelmente face aos resultados do ano passado. No Xmas Survey 2009, apenas 59% dos inquiridos portugueses consideram que a economia está em recessão, uma subida da confiança, dado que, no ano passado, esta opinião recolheu 93% das respostas. Na mesma linha de confiança, 49% dos consumidores portugueses afirmaram que o seu poder de compra reduziu, em comparação com o ano passado, uma vez que a mesma pergunta recolheu 77% das respostas.

Apesar desta percepção positiva da evolução económica, prevalece um sentimento de ansiedade que é restritivo quanto às tendências do consumo. Os inquiridos assumem permanecerem prudentes nas suas despesas e estão preocupados em manter o seu orçamento sob controlo. Em Portugal, o orçamento para a época festiva de final de ano desce 3,7%, situando-se tal decréscimo em nos 6,3% na Europa Ocidental como um todo.

Após vários anos de erosão do poder de compra acompanhada de uma crise financeira e económica global, os consumidores aprenderam a adoptar um novo conjunto de comportamentos. “Uma nova geração de consumidores está a evoluir e a desenvolver novos tipos de trade-offs. Este novo consumidor dá preferência à utilidade e à durabilidade dos bens adquiridos e é cuidadoso na tomada de decisões. Evita a compra por impulso, compara preços e analisa a inovação dos produtos. A crise tem sido uma experiência de aprendizagem para os consumidores. Este comportamento mais racional e cuidadoso veio para ficar, independentemente da diminuição da intensidade da crise,” afirma Luís Belo, Partner da Deloitte Portugal e responsável pelo sector de Consumer Business.

Novos padrões de consumo estão a surgir ou já se enraizaram, nomeadamente o uso da internet e dos novos media para encontrar o melhor preço, a preferência por produtos associados ao desenvolvimento sustentável e fabricados sem recurso a trabalho infantil. Contudo, o preço continua a ser determinante no processo de selecção e compra.

“Apesar do actual cenário económico, os retalhistas abriram novos espaços, lançaram novos conceitos de vendas e utilizam cada vez mais a internet como parte do processo de venda. Em resumo, a oferta retalhista está a fragmentar-se e a crescer a num ritmo mais elevado do que a procura, que está estagnada. Esta situação resulta numa feroz caça ao cliente que, em última instância, vai beneficiar de promoções e preços muito atractivos. Deste modo, os retalhistas que não souberem responder às expectativas dos clientes vão ter quebras ao nível do lucro”, afirma Gilles Goldenberg, Partner Deloitte responsável pelo estudo na Europa.

Os livros ocupam o primeiro lugar da lista dos presentes a receber com 54%, subindo um lugar face aos resultados do ano passado. A ascensão da oferta “livro” é uma tendência que se regista, tanto em Portugal, como na Europa, onde nove países o elegeram como a primeira escolha. Em segundo lugar, aparecem as roupas e sapatos, com 53%, e a terceira opção corresponde a dinheiro com 48%.

Este estudo foi realizado em 17 países europeus (Bélgica, Luxemburgo, Polónia, República Checa, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Holanda, Portugal, Roménia, Rússia, Eslováquia, Espanha, Suíça, Reino Unido e Ucrânia) e na África do Sul, entre 12 e 15 de Setembro, com base numa amostra de 17.567 consumidores representativa da população de cada um desses países. Para mais informações sobre o estudo Xmas Survey 2009, contacte a Deloitte Portugal.

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