TVI encosta-se à SIC no digital e Correio da Manhã ultrapassa JN, revelam dados da netAudience

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Marketeer
22/09/2025
11:43
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A disputa pela liderança digital no setor dos media portugueses está mais renhida do que nunca. Segundo os dados da netAudience relativos ao mês de agosto de 2025, a SIC mantém-se no topo do ranking, mas sente a pressão crescente da TVI, que encurta a distância e ameaça a liderança do canal de Paço de Arcos. Com uma diferença de apenas 20 mil visitantes únicos, os dois canais privados destacam-se como as principais marcas de media no digital, ambas com alcances superiores a 36%.

Com 3,13 milhões de visitantes únicos, a SIC assegura uma presença robusta no universo online, mas é seguida de muito perto pela TVI, que regista 3,11 milhões. Este desempenho coloca os canais generalistas como protagonistas de uma transformação digital que parece estar a consolidar-se, ao contrário da RTP, que surge apenas na 10.ª posição, com 1,92 milhões de utilizadores e 22,4% de alcance, sinal de que o serviço público enfrenta desafios adicionais na sua adaptação ao digital.

Se no topo há disputa, o verdadeiro movimento acontece a meio da tabela. O Correio da Manhã conquista o terceiro lugar do ranking, com 2,73 milhões de visitantes únicos e um alcance de 31,3%, ultrapassando o Jornal de Notícias, que caiu para a sétima posição. Este recuo do JN – agora com 2,81 milhões de visitantes mas apenas 24,2% de alcance – traduz uma mudança no padrão de consumo de informação, onde a agilidade editorial e a otimização digital parecem pesar cada vez mais.

A acompanhar o pódio, outras marcas reforçam o seu posicionamento: o Expresso ocupa o quarto lugar (2,46 milhões/28,7%), seguido pela plataforma OLX (2,22 milhões/25,3%) e pelo Observador (2,11 milhões/24,6%). Já o desportivo A Bola, após uma renovação recente do site, mantém-se firme na nona posição, com 1,93 milhões de visitantes únicos e 22,5% de alcance.

Os dados da netAudience, produzidos pela Marktest em parceria com a Gemius, resultam de uma metodologia híbrida que cruza métricas site-centric e user-centric, oferecendo uma leitura abrangente do consumo digital em Portugal. E os resultados de agosto não deixam margem para dúvidas: a disputa pela atenção dos utilizadores está mais competitiva, os canais tradicionais continuam a reinventar-se e o ecossistema digital português está em plena evolução — mais dinâmico, mais segmentado e, acima de tudo, mais estratégico para as marcas de media.

 

 




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