Trump diz que não vai intervir na disputa entre Netflix e Paramount pela compra da Warner Bros

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05/02/2026
15:10
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Donald Trump anunciou que não vai intervir diretamente na luta entre a Netflix e a Paramount Skydance pelo controlo da Warner Bros. Discovery, um dos maiores grupos de entretenimento do mundo.

Numa entrevista à NBC, o Presidente norte-americano afirmou que não tem estado envolvido nas negociações e que deixará a decisão para o Departamento de Justiça dos EUA e às autoridades regulatórias, revertendo comentários anteriores em que parecia indicar que poderia pesar pessoalmente sobre o destino do acordo.

“Recebi chamadas de ambos os lados, mas decidi que não devo me envolver. O Departamento de Justiça tratará disso”, disse Donald Trump.

No centro desta disputa está a proposta de aquisição da Netflix para comprar os ativos centrais da Warner Bros. — incluindo os estúdios de cinema e televisão e a plataforma HBO Max, assim como importantes franquias como DC Comics ou Game of Thrones, num acordo de cerca de 82,7 mil milhões de dólares.

Contudo, à oferta da Netflix seguiu-se uma resposta agressiva por parte da Paramount Skydance, liderada por David Ellison — cujo pai, o bilionário Larry Ellison, tem ligações políticas e empresariais influentes nos EUA. No início de dezembro de 2025, a Paramount apresentou uma oferta hostil de aquisição de 108,4 mil milhões de dólares por toda a Warner Bros. Discovery, incluindo os canais de televisão por cabo (onde se incluiu a CNN), que a Netflix não pretende comprar.

Apesar da elevada oferta da Paramount, o conselho de administração da Warner Bros rejeitou repetidamente a sua proposta hostil, considerando-a “inadequada” ou arriscada para os interesses dos acionistas.

Mas a Netflix também enfrentou dificuldades em convencer os legisladores norte-americanos de que a sua proposta traria benefícios para consumidores, trabalhadores e para a indústria do entretenimento em geral. De acordo com o relatado pela BBC, durante uma audição da subcomissão antitrust do Senado dos EUA, composta por democratas e republicanos, surgiram preocupações sobre a redução da concorrência, possíveis aumentos de preços e o impacto da fusão no futuro das salas de cinema.

Os acionistas da Warner Bros. Discovery devem votar em março a proposta de venda dos seus ativos de estúdios e streaming à Netflix. O acordo, que já conta com o apoio unânime do conselho de administração da Warner Bros., mas que ainda depende do aval dos investidores e de autorizações regulatórias, representa, eventualmente, uma das maiores transações da história corporativa do setor do entretenimento.




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