“Therians”: a subcultura digital dos jovens que se identificam com animais

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19/02/2026
10:30
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Nos últimos meses, o termo therian tem vindo a ganhar visibilidade em plataformas como TikTok, Instagram e YouTube. Jovens e adolescentes partilham vídeos em que afirmam sentir-se ligados a animais não humanos, gerando curiosidade, memes e debate sobre identidade e subculturas digitais. Apesar da popularidade recente, esta forma de identidade não é nova, esclarece o el pais.

Um therian é alguém que se identifica, de forma psicológica ou espiritual, com um animal não humano. Não se trata de uma transformação física nem da crença de ter um corpo diferente; é uma experiência interna de conexão e identificação com uma espécie específica.

A palavra vem do inglês therianthropy, que tem raízes no grego antigo: therion (animal selvagem) e ánthropos (humano). Originalmente, o conceito relacionava-se com a transformação espiritual em animal, mais do que com qualquer mudança física, simbolizando uma ligação profunda com a essência do animal.

Quem se identifica como therian reconhece que possui um corpo humano, mas sente que a sua alma ou identidade interior se aproxima de um determinado animal. Muitos expressam essa ligação através de comportamentos, sons ou gestos inspirados pela espécie com que se identificam.

Identidades híbridas entre humanos e animais aparecem na história e na mitologia, como acontece com a licantropia. Contudo, enquanto comunidade organizada, os therians surgiram nos anos 1990 em fóruns de internet, onde começaram a partilhar experiências e discutir a sua ligação a animais.

Com a popularização das redes sociais, o fenómeno atingiu uma nova dimensão. Hoje é comum ver jovens a correr de quatro apoios, a emitir sons de animais ou a encarnar comportamentos específicos, misturando curiosidade, humor e expressão pessoal.

Os therians são frequentemente confundidos com os furries, mas as duas realidades são distintas. O furry fandom é uma subcultura focada na criação e apreciação de personagens antropomórficas — animais com traços humanos — e na utilização de avatares ou fantasias, sem ligação espiritual real ao animal.

Já os therians sentem uma identificação psicológica ou espiritual com um animal como parte da sua identidade pessoal. Embora alguns utilizem máscaras ou caudas para se sentirem mais conectados, não se trata de uma prática artística, mas sim de uma experiência interna.




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