Tartarugas de máscara? Campanha alerta para os perigos dos descartáveis

A utilização de máscara é uma das formas ao dispor dos cidadãos no sentido de contribuírem para prevenir a propagação do novo coronavírus. No entanto, nem tudo é positivo, especialmente se consideramos as máscaras descartáveis. Isso mesmo apontam a ANP|WWF, a Sciaena e a Zero numa campanha de sensibilização que lançam agora em conjunto.

Assinada pelos criativos Mariana Laurência e João Vaz, a campanha mostra como as máscaras que nos protegem estão a sufocar a natureza. A ideia é informar a população do impacto deste equipamento de protecção e apelar à utilização de opções reutilizáveis sempre que for seguro.

“Uma protecção para si. Um sufoco para a natureza” é o mote da campanha, divulgada nas redes sociais e com três protagonistas animais: uma tartaruga, um lince-ibérico e um pinguim. Todos eles apresentam uma máscara a cobrir-lhe a face.

«Com a pandemia vimo-nos obrigados a interiorizar novos hábitos em nome da saúde e segurança de todos. Mas, infelizmente, perduram outros, como o desleixo que leva o nosso lixo a chegar aos rios e mares por todo o planeta», lamenta Ângela Morgado, directora executiva da ANP|WWF.

Em comunicado, a responsável explica que 80% de todo o plástico que está no oceano tem origem em terra. Pelo meio, há máscaras e luvas descartáveis.

«Proteger a nossa saúde não pode implicar colocar em risco a do planeta, até porque inevitavelmente isso irá virar-se contra nós. É crucial que usemos máscaras reutilizáveis, sempre que for seguro fazê-lo. O risco dos descartáveis que, depois de usados, são deitados na natureza, é um perigo imediato para a biodiversidade e um perigo a longo prazo para a nossa saúde», acrescenta Ângela Morgado.

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