SVR cresce a dois dígitos num mercado de cosmética que recua 2%

Desde meados de 2019 que a SVR tem vindo a trilhar um caminho a solo. Quando a operação central, em França, decidiu vender a Filorga à Colgate, a SVR passou a ser uma marca independente, com autonomia e uma equipa própria. Segundo Joaquim Moreira, director-geral da Cosveritas+Fillmed, que responde pela SVR em Portugal, o balanço desde então tem sido muito positivo.

«Quando avançámos para esta separação, estávamos convictos de que a SVR estava preparada para este desafio. Já conhecida da classe médica, adquiriu um novo estatuto e uma nova importância junto da farmácia», refere Joaquim Moreira, em entrevista à Marketeer. Em 2019, a marca cresceu 27,6%; em 2020, o salto foi de 25%; e, este ano, os resultados apontam no caminho do optimismo. «A demonstrar que estávamos certos na decisão que tomámos. Este ano de 2021 prevemos atingir um crescimento de 39%.»

O crescimento parece acontecer em contraciclo com o sector, que tem sofrido de uma forma geral com a pandemia. De acordo com o director-geral, a SVR está a crescer a dois dígitos ao mesmo tempo que o mercado recua cerca de 2%.

Qual é, então, o segredo? «Por um lado, são resultados que nos surpreendem, uma vez que o último ano e meio está a ser muito imprevisível para todos os sectores. Mas, por outro lado, confiamos no nosso produto e na nossa equipa. Sabemos que é uma questão de experimentação: quando os clientes experimentam reconhecem a qualidade galénica e sensorial, sem descurar a eficácia e os resultados. Ainda, a marca apresenta-se com uma excelente relação qualidade-preço.»

Joaquim Moreira sublinha ainda que esta tendência positiva deverá ser mesmo para manter graças à aposta em inovação. A SVR afirma-se enquanto marca cada vez mais completa, com soluções dermatológicas para toda a família – desde as fórmulas anti-envelhecimento aos produtos solares.

Quando procuram desenvolver novas referências, os profissionais da SVR mantêm ainda a mesma filosofia que a marca apresentava em 1962, quando foi criada pelas mãos de uma farmacêutica. O objectivo é oferecer soluções dermatológicas para pessoas com peles sensíveis, a partir de concentrações excepcionalmente elevadas de ingredientes activos que dêem origem a resultados rápidos e visíveis.

Em termos de valores, Joaquim Moreira destaca autenticidade, sinceridade, rigor e qualidade, a que se veio juntar mais recentemente a sustentabilidade. Segundo o responsável, são estes os valores que têm permitido à marca continuar a crescer e oferecer produtos que respondem às necessidades do público.

Uma dos investimentos mais recentes diz respeito ao desenvolvimento de fórmulas mais simples e biodegradáveis, que representam alternativas mais amigas do ambiente.

Joaquim Moreira adianta ainda que os produtos anti-idade estão entre as principais tendências de consumo no sector, uma vez que estão a ganhar espaço na rotina de beleza cada vez mais cedo. «Esta mudança contribui para o crescimento da categoria e para uma maior visibilidade em todo o mundo. Se há uns anos ninguém com 25 anos pensava em aplicar um creme anti-idade, hoje esta é uma realidade porque a prevenção é a palavra de ordem e o tema está na ordem do dia», afirma.

Nota-se também uma maior procura por máscaras, pelo facto de serem práticas e de apresentarem resultados imediatos.

Sustentabilidade também nas parcerias

A SVR tem vindo a trabalhar o pilar da sustentabilidade não só no laboratório, mas também na comunicação. É nesse seguimento que surge o acordo de patrocínio, com a duração de quatro anos, com o skipper François Gabart. Com provas como Vendée Globe, Route du Rhum, The Transat ou Transat Jacques Vabre no currículo, o recordista do Tour du Monde em Solitaire (42 dias) é o novo rosto da marca.

«A sustentabilidade é uma preocupação cada vez maior do grupo e uma necessidade a nível mundial. Primeiro fizemos o trabalho de casa e transformámos a nossa gama de solares em biodegradável e não ‘ecotóxica’. Depois, com credibilidade para o fazermos, achámos que precisávamos de um parceiro que fizesse do mar a sua casa e que nos ajudasse a espalhar a palavra a nível mundial», esclarece Joaquim Moreira.

A escolha recaiu sobre François Gabart. Segundo o director-geral, o skipper partilha os mesmos valores e as mesmas preocupações pelo que deverá ajudar a insígnia a chamar a atenção para os problemas ambientais que o Planeta enfrenta.

O responsável pela Cosveritas+Fillmed acredita que a associação a François Gabart permitirá chegar a um público mais vasto e dar visibilidade às acções que o grupo desenvolve nesta área. «Neste caso não apenas a SVR, mas também a Lazartigue que é uma marca de cuidados capilares vegan e botânica, e a Fill-Med, uma marca direccionada à medicina estética», explica.

Aliada a esta parceria surge ainda a criação da Fundação Kresk4Oceans, que vem reforçar o compromisso público do grupo com a protecção dos oceanos. O primeiro projecto será no âmbito da luta contra a poluição do plástico.

«A Kresk4Oceans, juntamente com François Gabart, implementará acções de sensibilização, educação, e financiará os projectos científicos na área da reciclagem e do desenvolvimento de novos materiais eco responsáveis.»

Texto de Filipa Almeida

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