Por um Mundo Melhor

O Rock in Rio é um evento transversal, para toda a família, capaz de reunir públicos diversos, de idades, perfis e estilos distintos, unidos pela música para a celebração e para a festa. Esta foi a essência da primeira edição e que se mantém até hoje.

Corria o ano de 1985 e o Brasil passava por grandes transformações, após um longo período sob uma ditadura militar, começando a dar os primeiros passos rumo à democracia. Foi nesse cenário que nasceu o Rock in Rio. Pela primeira vez, um país da América do Sul sediou um evento musical deste tipo.

Nas mais de três décadas de vida que separam essa primeira edição do dia de hoje realizaram-se já 20 edições do Rock in Rio: oito em Portugal (2004, 2006, 2008, 2010, 2012, 2014, 2016 e 2018), oito no Brasil (1985, 1991, 2001, 2011, 2013, 2015, 2017 e 2019), três em Espanha (2008, 2010 e 2012) e uma nos Estados Unidos da América (2015).

Pelos palcos dos diversos recintos passaram grandes nomes da música, que contribuíram para elevar o nome do Rock in Rio no cenário mundial da música. Artistas e bandas “criadores de momentos únicos”, que tornaram inesquecível cada edição. Nomes como Queen, The Rolling Stones, Elton John, Bruce Springsteen, Justin Timberlake, Katy Perry, Rihanna, Taylor Swift, Metallica, Stevie Wonder, Paul McCartney, Sam Smith, John Legend, entre tantos outros.

As edições em Portugal

A 28 de Maio de 2004 o Rock in Rio realiza a sua primeira edição em Portugal, em Lisboa. Pela primeira vez fora do seu país natal, o sucesso desta primeira edição pode ser medido pelo retorno na imprensa (o equivalente a 30% do investimento publicitário). Nesta edição foram gerados nove mil empregos e mais de 386 mil pessoas passaram pela Cidade do Rock, que ocupou 200 mil metros quadrados do Parque da Bela Vista (local até então desconhecido da maioria dos lisboetas).

Os 10 anos do Rock in Rio Lisboa celebraram-se na edição de 2014. “A Festa é Tua!” foi o mote para relembrar os 26 dias de festa vividos até aquele momento em Portugal, deixando o convite aos festivaleiros para se juntarem a mais uma edição – que juntou os The Rolling Stones e Bruce Springsteen, num momento surpresa e épico para uma Cidade do Rock lotada, numa plateia ao rubro, na qual estava também Bill Clinton, ex-presidente dos EUA. A edição ficou também marcada pela Homenagem a António Variações, no ano em que o artista faria 70 anos, tendo-se juntado em palco vários artistas portugueses que recordaram os seus maiores sucessos. Foi também neste ano que foi lançado o novo site do Rock in Rio Lisboa, com um novo layout e mais interactivo, e o Rock in Rio Challenge – a plataforma que funciona até hoje e permite aos festivaleiros ganhar prémios, incluindo bilhetes vitalícios para o evento. Depois desta edição, o Facebook do Rock in Rio Lisboa atingiu os 500 mil fãs, tendo sido o primeiro evento do género a atingir este número em Portugal (na altura, de grande relevo).

Na edição de 2016, ano de celebração dos 30 anos do Rock in Rio, o sucesso do festival reflectiu-se na forte cobertura mediática alcançada e nas mais de 25 horas de emissão televisiva. Nesta edição, o festival gerou um impacto mediático superior a 87 milhões de euros. Os concertos foram assistidos por 2,3 milhões de pessoas pela televisão e 1,3 milhões pela rádio, tendo as transmissões online alcançado as 500 mil visualizações. As redes sociais foram uma das grandes apostas, com mais de 250 posts no Facebook e Instagram, e no Twitter o evento esteve no Trending Topics de Portugal e alcançou 425 milhões de pessoas durante os dias de Rock in Rio. Foi também nesta edição que aconteceu, pela primeira vez em Portugal, o Rock in Rio Academy. Desenvolvido em parceria com a SFORI, trata-se de um dia com um programa de formação para executivos, que tem como inspiração o modelo de negócio do maior evento de música e entretenimento do mundo, transformando-se, nesse dia, a Cidade do Rock num verdadeiro laboratório de Gestão com cerca de 300 executivos. Nesta edição, foi apresentada a metodologia inédita de Living Case Experience.

A recente edição de 2018 ficou marcada por várias novidades: mais horas de entretenimento diário, bem como muitas actividades e experiências para o público. Aos palcos já conhecidos da Cidade do Rock, juntaram-se novas áreas: o Music Valley, um palco non-stop, cujo nome é inspirado na arquitectura natural do Parque da Bela Vista – e no facto de se localizar num vale -, que recebeu as Somersby pool parties, concertos de grandes artistas portugueses e DJs consagrados; o Pop District, o espaço que celebrou a cultura pop, onde também era possível assistir aos grandes momentos de entretenimento no Super Bock Digital Stage, que contou com os maiores fenómenos nacionais e internacionais do mundo digital, para além da primeira arena de gaming num festival – a Worten Game Ring. Nesta edição houve a estreia do Time Out Market Rock in Rio – um mercado de alta cozinha em plena Cidade do Rock. O ano de 2018 ficou também marcado pela primeira edição do Rock in Rio Innovation Week @ LACS, um evento que decorreu ao longo de uma semana, entre os dois fins-de-semana do festival, que trouxe até ao cluster criativo de Lisboa mais de 100 oradores e 60 horas de talks e painéis. Esta primeira edição contou com a participação de mais de 1000 pessoas de 15 países.

Em 2019 foi lançado um novo mote – “O Rock in Rio não pára” –, tendo sido o primeiro ano sem festival, mas com vários eventos para comemorar os 15 anos do Rock in Rio em Portugal: as Galp Music Valley Sessions – encontros inéditos entre artistas portugueses e brasileiros que se reencontram na edição do Brasil em 2019 –, a Worten Game City – evento de gaming numa “cidade” repleta de experiências para gammers -, o Rock in Rio Innovation Week – um evento de quatro dias que fomenta a inovação, com 60 horas de talks, painéis e workshops – e, no culminar das comemorações, o Celebration – um evento gratuito na Torre de Belém, que juntou concertos, video mapping e o maior fogo-de-artifício jamais visto no Tejo. A partir de agora, o Rock in Rio vai organizar um conjunto de eventos que reforçam a oferta cultural do País e que irão realizar-se em anos ímpares.

Muito mais que um festival de música, o Rock in Rio é um palco gigante de experiências, que se pauta também por ser um evento responsável e sustentável, tendo assumido o compromisso – através do projecto “Por um Mundo Melhor”- de consciencializar as pessoas para o facto de pequenas atitudes no dia-a-dia serem o caminho para fazer do mundo um lugar melhor. Através do projecto “Por um Mundo Melhor” e da parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, o Rock in Rio recuperou e introduziu vários equipamentos em Lisboa. Entre eles está a construção de um skate park, a recuperação da Casa Grande na Bela Vista, a construção de vedações, de uma ponte e de uma ciclovia junto do parque.

15 anos de projecto social

Em conjunto com os seus parceiros, o Rock in Rio Lisboa investiu cerca de 4,5 milhões de euros em projectos sociais e ambientais, desde a instalação de 760 painéis fotovoltaicos em escolas, que geram rendimento durante 15 anos para a SIC Esperança aplicar em projectos sociais e ambientais; plantação de cerca de 70 mil árvores para a recuperação de florestas ardidas; investimento em equipamento hospitalar; a construção de 14 salas sensoriais pelo País e muito mais.

O Rock in Rio desde sempre se comprometeu com as melhores práticas em todas as áreas, assumindo-se hoje como um evento com o propósito de construir um mundo melhor, implementando um plano de sustentabilidade onde define medidas ambientais, económicas e sociais a implementar, onde se inclui uma correcta gestão de resíduos, eficiência energética, compensação de emissões, condições laborais e de contratação de fornecedores, entre outros. Este plano é desenhado para a organização, patrocinadores e fornecedores, tendo vindo a aperfeiçoado a cada edição e sendo utilizado em todos os países onde é realizado. Em 2019 o Rock in Rio adoptou os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável no seu plano de sustentabilidade, comprometendo-se a ajudar Portugal e o Brasil a cumprir o seu compromisso com a Agenda 2030 das Nações Unidas.

Em 2013, recebeu a certificação de acordo com a norma ISO 20121 – Eventos Sustentáveis, atribuído pela APCER, tendo sido um dos primeiros eventos a nível mundial a conseguir esta certificação, a par dos Jogos Olímpicos de Londres. Em 2016 assume um projecto de reflorestação da Amazónia, tendo alcançado 73 milhões de árvores através de donativos e parcerias.

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