Sabe ler as etiquetas energéticas dos aparelhos?

A grande maioria dos portugueses que responderam ao inquérito da DECO Proteste sobre etiquetas energéticas considera que este é um elemento útil e de confiança, mas pensa que os equipamentos eficientes são mais caros e nem sempre os compram.

As respostas revelaram ainda que nem sempre são seguidos os melhores comportamentos em casa para reduzir o consumo de água, electricidade e gás. Algo tão simples como desligar as luzes quando se sai de uma divisão só é feito por 67% dos consumidores que responderam. Também a meia-carga, tanto na máquina de lavar roupa, como na da loiça, é usada por 41% e 52% dos inquiridos, respectivamente.

Para conhecer as preocupações dos portugueses com o consumo de água e energia, a DECO Proteste enviou, em Março de 2020, um questionário online a uma amostra representativa da população. No total, recebeu 1000 respostas válidas. Os resultados apresentados espelham as opiniões e as experiências dos participantes no estudo.

Aparelhos mais eficientes não são mais caros

Em Março de 2021, a etiqueta energética dos aparelhos irá mudar. A grande maioria dos consumidores que responderam ao inquérito reconhece a etiqueta energética e tem consciência do seu significado. A maior parte acredita que aparelhos eficientes permitem reduzir as facturas da água, da electricidade e do gás, além de contribuir para um menor impacto ambiental do lar. Mesmo assim, ainda há 65% que considera que os aparelhos eficientes são mais caros. Na verdade, tal nem sempre se verifica e, mesmo quando acontece, a poupança decorrente de um menor gasto de energia ou água compensa o que se pagou a mais na aquisição.

Opiniões sobre a etiqueta energética

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Veja-se o exemplo de dois televisores com diagonal de 65 polegadas. Estes equipamentos são já tendencialmente bastante eficientes, mas ainda é possível encontrar diferenças. O Samsung UE65RU7305, uma das Escolhas Acertadas do teste da DECO Proteste, custa a partir de 700 euros e tem etiqueta energética A+. Já o Samsung QE65Q800T, um modelo 8K, é bastante mais caro – a partir de 2000 euros – e ostenta etiqueta energética D. O consumo deste aparelho, com as definições de origem, é muito elevado: 322 watts. Mas, mesmo que o consumo desça para 247 watts após ajustes na imagem, ainda corresponde à classe C.

Portugueses confiam na etiqueta energética

Mais de metade dos inquiridos defende que a etiqueta energética é útil, clara e de confiança. Mais: permite comparar os aparelhos. A maioria também acredita que os testes que dão origem à etiqueta simulam um uso real do aparelho e que as marcas não influenciam os resultados.

Inquiridos concordam que…

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Apesar da confiança que têm na etiqueta, nem todos a tiveram em consideração na altura de comprar um equipamento. Os frigoríficos e as arcas congeladoras parecem ser os aparelhos para os quais a informação da etiqueta é mais levada em conta: mais de metade revelou que pesou bastante no momento da compra (51 por cento). Esta atitude deve-se provavelmente ao facto de se tratar de aparelhos sempre ligados à electricidade.

Consideraram bastante a etiqueta energética na compra de…

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Quem respondeu ao inquérito conta vir a optar por equipamentos mais eficientes do ponto de vista energético. Ainda assim, mais de metade só pondera fazê-lo se não houver diferenças no preço de compra, no desempenho ou em ambos.

Pretende comprar electrodomésticos eficientes no futuro?

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Maioria optou por lâmpadas de baixo consumo

A maioria dos portugueses considera estar bem informada quanto aos equipamentos que permitem poupar água e energia. Mas 65% defende que a respectiva instalação é cara, embora 47% pense que a potencial poupança alcançada compense o investimento necessário.

A DECO Proteste verificou que a opção por lâmpadas economizadoras e extensões eléctricas ou tomadas com interruptor são as mais comuns, adoptadas por mais de metade dos inquiridos. Estas soluções ajudam a baixar a factura da electricidade. Contudo, as extensões eléctricas só resultam se os interruptores forem realmente desligados, sempre que os aparelhos aqui conectados não estiverem a ser usados: só assim se consegue baixar o consumo em standby. Mas apenas 38% dos inquiridos com estes dispositivos afirmou utilizá-los.

Equipamentos e características mais comuns em casa

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Quase 50% dos inquiridos tem janelas eficientes do ponto de vista energético, com vidros duplos ou triplos, bem como elementos de sombreamento, por exemplo, estores ou persianas. Os vidros duplos ou triplos e o chamado corte térmico ajudam a isolar melhor as casas, evitando a perda de calor ou frio. Assim sendo, além de melhorarem o conforto térmico, ajudam a poupar energia, quando se usam aparelhos para aquecer ou arrefecer as habitações. Apesar de algum cuidado com as janelas, apenas cerca de um quinto dos inquiridos tem as paredes exteriores ou interiores isoladas.

Desligar as luzes quando se sai da divisão para poupar

Para 75% dos participantes no inquérito, os hábitos de consumo doméstico de energia e de água são muito influenciados por aspetos económicos. De facto, se o objectivo é reduzir a factura da água, da electricidade e do gás, além da opção por aparelhos mais eficientes, convém adoptar alguns cuidados em casa.

Hábitos frequentes para poupar

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Ao nível dos comportamentos, apenas quatro são adoptados por mais de metade dos inquiridos. Outros já não conseguem a adesão da maioria, apesar de alguns terem impacto na poupança. É, por exemplo, o caso da lavagem da loiça na máquina apenas com a carga completa, mas também de desligar o interruptor de tomadas ou extensões múltiplas, para evitar o consumo em standby. Além da escolha de aparelhos eficientes, todos estes comportamentos contribuem para reduzir as facturas da água e das energias.

 

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