Renault estende garantia para cinco anos em contexto de quebras

RenaultA Renault estendeu a sua garantia total de dois para cinco anos, ou 150 mil km, numa proposta aplicável a todos os modelos de Passageiros ou Comerciais Ligeiros da sua gama. A oferta, aplicada às suas encomendas desde 1 de Janeiro de 2012, é exclusiva do mercado português e não representa qualquer alteração de preço para os consumidores, garantiu José Caro de Sousa, administrador-delegado da fabricante para o mercado português. Esta proposta será alvo de uma campanha de comunicação, a ser lançada no final deste mês, com televisão, imprensa e outdoors no seu plano de meios. Totalmente criada em Portugal, a campanha contará com assinatura da Publicis.

Apesar das quebras no volume de negócios em 2011, o orçamento relativo de comunicação da Renault manter-se-á este ano, ainda que em termos absolutos seja alvo de restrições. No entanto, a importância da estratégia de comunicação da extensão de garantia fará com que «no cômputo geral não haja uma redução drástica do orçamento de comunicação, em termos relativos», explica José Caro de Sousa. «A nossa intenção é que, dentro de pouco tempo, todos os portugueses saibam que a Renault oferece cinco anos de garantia», reconheceu o administrador-delegado.

O responsável manifestou a intenção da Renault em melhorar a eficácia da sua comunicação em 20 a 30%. Estratégia que será colocada em curso «seja pela redução dos custos de publicidade ou pela alteração do mix publicitário», adiantou José Caro de Sousa.

Esta comunicação foi feita no âmbito do balanço do exercício fiscal de 2011 da empresa. O contexto de crise económica não foi alheio ao mercado automóvel que, em Portugal, registou no ano passado uma quebra de 31,3% no que toca aos Veículos de Passageiros e de 23,6% nos Veículos Comerciais Ligeiros. Ainda assim, com uma quota de mercado de 12% (entre Veículos de Passageiros e Comerciais Ligeiros), a que correspondem cerca de 22.600 automóveis vendidos, a Renault chamou a si o papel de líder do mercado automóvel em Portugal, pelo 14º ano consecutivo.

A Renault prevê, no entanto, que no total do Grupo em Portugal, as quebras no volume de negócios se cifrem nos 20%, face ao exercício de 2010, em que foram registados a este nível mil milhões de euros.

Para 2012 as previsões apontam para a persistência das quebras no mercado de veículos novos. O objectivo, explica o administrador-delegado da Renault Portugal é manter a quota de mercado do Grupo em torno dos 13%, e garantir a liderança, tanto em Veículos de Passageiros como de Comerciais Ligeiros. Expectativas fundamentadas num plano de produto “rico”, como define José Caro de Sousa, ou não estivesse previsto para este mês o lançamento do novo Twingo, e para a Primavera o novo Scénic e Grand Scénic, seguidos pela nova geração da família Mégane que abrange todas as carroçarias. No final deste ano será lançada a 4ª geração do Clio, que assinalará também a renovada linguagem de design da fabricante francesa para os seus futuros modelos.

2012 será ainda o ano em que a Renault consolidará os seus passos rumo à mobilidade eléctrica. De facto, a 2 de Janeiro deu início à comercialização, em Portugal, dos dois primeiros modelos da sua gama eléctrica, o Fluence Z.E. e o Kangoo Z.E. No decorrer deste ano a gama ficará completa com a comercialização de dois outros modelos 100% eléctricos Zero Emissões: O Twizy e o Zoe. Este último, dadas as suas características, será a proposta de toda a gama com maior potencial comercial, anuncia a marca.

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