Reconhecimento facial: sim ou não?

Alguns consumidores parecem já se ter rendido por completo ao retalho tecnológico e à possibilidade de obter experiências personalizadas, mas também há quem ainda resista e demonstre algum medo daquilo que as novas tecnologias podem significar. No que ao reconhecimento facial diz respeito, os consumidores parecem mesmo estar divididos.

Um estudo de Dezembro realizado pela Toluna, com base na realidade norte-americana, revela que metade dos internautas não se sente confortável com a possibilidade de as lojas recorrerem a reconhecimento facial para oferecer uma experiência à medida a nível de publicidade. A outra metade divide-se entre indecisos (22,2%) e pessoas a favor (27,6%).

Um outro estudo do Pew Search Center, reportado pelo eMarketer, mostra uma realidade semelhante: a maioria dos norte-americanos inquiridos diz confiar nas autoridades para a utilização de tecnologias de reconhecimento facial. De fora ficam as tecnológicas e os anunciantes. Aliás, um terço afirmou não ter qualquer tipo de fé na ideia de que as marcas utilizariam este tipo de sistema de forma responsável.

Privacidade lidera o topo das preocupações dos consumidores, assustados com a possibilidade de os anunciantes recolherem ainda mais dados sobre as suas preferências e comportamentos. E os legisladores parecem ouvir os receios dos cidadãos: também do outro lado do Atlântico, um senador propôs uma lei que obriga as companhias a obter consentimento dos consumidores antes de recorrerem a sistemas de reconhecimento facial.

Ainda assim, «apesar das preocupações, os retalhistas estão a explorar tecnologias de biométrica, incluindo monitorização comportamental e reconhecimento de voz, para publicidade e promoção», sublinha Victoria Petrock, analista e autora do relatório “Biometric Marketing 2019”.

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