Quarentena não trava compras: vendas de Grande Consumo saltam 9%

Mesmo que à distância dos familiares, os portugueses celebraram a Páscoa com uma mesa cheia. Pelo menos é esse o cenário retratado pelo mais recente Barómetro Nielsen Covid-19: entre os dias 6 e 12 deste mês, as vendas de produtos de Grande Consumo saltaram 9% face ao período homólogo do ano passado. Ao todo, foram gastos 181 milhões de euros numa das semanas mais importantes do calendário religioso.

Também nesta semana (a número 15 de 2020), registaram-se novas medidas integradas no estado de emergência nacional, nomeadamente o controlo da circulação. Foi neste contexto que as vendas online também continuaram a subir. Segundo a Nielsen, o número de ocasiões de compra via comércio electrónico cresceu 110% e aumentou 128% em termos de novos lares.

Quanto às categorias que mais cresceram, destaque para Alimentação (+13%), Bebidas (+8%) e Frescos (+1%). Mais concretamente, notou-se um aumento de 14% nos produtos de Confeitaria e Doçaria, 18% nas Bebidas Alcoólicas e Cervejas/Sidras/Panaches e 83% nos Legumes/Talho, especialmente junto da carne de Ovino/Caprino.

«As tendências analisadas demonstram que, apesar da situação inédita em que nos encontramos, os portugueses não deixaram passar ao lado uma das mais relevantes datas no calendário», afirma Marta Teotónio Pereira, client consultant senior da Nielsen. Segundo a mesma responsável, trata-se de uma tentativa para assegurar a normalidade possível e dar continuidade a tradições mesmo em contexto de pandemia e confinamento.

Marta Teotónio Pereira considera ainda que salta a vista outra tendência: os consumidores não abandonam os produtos a que estão habituados. Por isso, conta, «parece estar assegurado o papel a um conjunto de categorias que se encontram intimamente relacionadas com valores centrais como a família e a partilha».

Alimentação sobe, Higiene desce

Ao contrário do que aconteceu com a Alimentação, a categoria de Higiene Pessoal e do Lar registou uma quebra de 5% entre os passados dias 6 e 12. A Nielsen justifica este resultado com o armazenamento prévio dos portugueses, que levou a despensas cheias de papel higiénico, por exemplo. As vendas deste produto caíram 13% na semana 15.

Marca Própria em quebra

Desde a semana 11 que a Marca Própria vinha a conquistar peso, quando os consumidores começaram a preparar as suas casas e a garantir que tinham todos os produtos necessários para enfrentar a quarentena. No entanto, na semana 15, a tendência inverteu-se, reduzindo-se a sua importância face à semana anterior (31,7% versus 33,2%).

No que a promoções diz respeito, o mais recente Barómetro Nielsen Covid-19 dá conta de de uma tendência positiva graças a uma renovada importância do folheto.

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