Produzindo um Mundo melhor

O Grupo Central de Cervejas acredita que pode fazer a diferença no mercado com uma abordagem ao longo de toda a cadeia de valor – “Da cevada até ao Bar”– assente numa série de compromissos de sustentabilidade. «O programa de sustentabilidade “Produzindo um Mundo Melhor”, alinhado com o Grupo HEINEKEN, une todas as empresas do grupo para que, juntas, consigam ser uma força sustentável de mudança para as pessoas e para o planeta», conta Nuno Pinto de Magalhães, director de Comunicação e Relações Institucionais da SCC.

O grupo procura melhorar o seu impacto ambiental e social através de uma série de medidas: reduzindo o consumo de água e energia, através da optimização dos processos de produção e da implementação de medidas de eficiência energética e de energias alternativas; melhorando as emissões de CO2 ao longo da cadeia de valor, quer na produção, quer na distribuição, quer na tipologia de equipamentos colocados no mercado; obtendo matérias-primas de fontes sustentáveis, privilegiando a aquisição de matérias-primas nacionais; promovendo o consumo responsável, estabelecendo parcerias credíveis e levando a sua mensagem directamente aos consumidores através das suas marcas; crescendo com as comunidades, participando activamente no desenvolvimento económico e social das comunidades onde está inserido; e garantindo a segurança, saúde e direitos humanos dos seus colaboradores. Através destas medidas acreditam estar a contribuir também para os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

«Queremos continuar a ter uma participação activa no desenvolvimento económico e social nas comunidades onde as nossas unidades estão inseridas, contribuindo para o desenvolvimento de projectos sociais e inovadores. Manter o foco na promoção de campanhas de um consumo moderado e responsável dedicando 10% de investimento em comunicação de marketing da marca Heineken®. Prosseguir com a redução da utilização de água no processo de produção, tendo já diminuído 20% desde 2008», salienta Nuno Pinto de Magalhães.

O mesmo responsável explica que, na distribuição, o foco é na redução das emissões de CO2. «Reduzir a nossa pegada de carbono é um dos pilares principais da nossa agenda de Desenvolvimento Sustentável, o que inclui a transição para processos de logística que reduzam os níveis de emissões de carbono. Temos vindo a desenvolver vários projectos, tanto na distribuição primária como na secundária», sublinha. No que diz respeito à frota de distribuição primária, para além da optimização de rotas e de cargas e a utilização de veículos mais eficientes, a SCC investiu em dois veículos movidos a Gás Natural e efectuou um teste piloto na empresa de distribuição Novadis com um veículo eléctrico para as entrega aos clientes.

Trabalhar em conjunto com os fornecedores de forma a garantir as melhores práticas ao longo da cadeia de valor, assegurando elevados padrões de conduta comercial e respeito pelos direitos humanos e pelo ambiente, é outro dos aspectos a assegurar a par da continuação do desenvolvimento de acções de conservação do ecossistema da Serra do Bussaco e do património hídrico e natural do Luso, onde nasce a Água de Luso. «Queremos acreditar que a sustentação do Programa Produzindo um Mundo Melhor, ao longo dos anos, tem permitido o conhecimento e a consciência por parte dos stakeholders do nosso trabalho e programas desenvolvidos no âmbito da sustentabilidade.»

Emergência ambiental

Nuno Pinto de Magalhães acredita que, no mundo, já não existem dúvidas ou cepticismo quanto ao facto de vivermos numa situação declarada de emergência ambiental e que o tempo não está do nosso lado. «Os últimos relatórios sobre o atingimento das metas dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas dizem-nos que está ainda muito por fazer e que o caminho é longo, mas a mensagem tem que ser de resiliência e de união em prol do único planeta que temos para viver», alerta.

Mas a SCC não está a deixar o trabalho nas mãos de outros e está a tomar as rédeas do que pode fazer no seu negócio.

Preocupado que está com a utilização de materiais que minimizem o impacto ambiental, o Grupo Central de Cervejas tem desenvolvido ajustamentos nas embalagens primárias e secundárias, como, por exemplo, na redução de PET, na aposta em maiores formatos ou na incorporação de materiais reciclados nas embalagens.

Também através da promoção do modelo “É para Repetir” (o copo é caucionado e o consumidor pode devolver no fi nal do seu consumo e reaver o valor da caução) tenta reduzir a utilização do copo descartável pela utilização de copos reutilizáveis, tanto no canal Horeca como em eventos geridos directamente pelas suas marcas. São exemplo disso o uso de copos reutilizáveis na última edição do NOS Alive, em que a devolução do copo estava associada a uma causa. Por cada copo reutilizável que foi devolvido, o seu valor reverteu para instituições com projectos socioculturais e ambientais.

Também a parceria entre a Cerveja Sagres e a EGEAC está alicerçada na sustentabilidade ambiental, concretizada na redução da poluição visual na cidade, no uso de materiais com menor impacto ambiental e na utilização de copos reutilizáveis em vários eventos da agenda desta entidade, que serão usados também na Festa de Final do Ano em Lisboa.

A acção de sensibilização ambiental “Lisboa Limpa é uma Festa!”, que decorreu durante as Festas dos Santos Populares, em Lisboa, no mês de Junho, visou a redução de resíduos na via pública nos bairros históricos de Lisboa, incentivando a população a adoptar comportamentos de reciclagem.

«Esta acção teve o envolvimento de voluntários de diversas associações locais a quem providenciámos mochilas para recolher os copos de plástico, tendo resultado na recolha de 1.6 Ton de copos enviados para reciclagem», exemplifi ca o mesmo responsável.

Também a Água de Luso, desde que é patrocinadora e água ofi cial das provas do Maratona Clube de Portugal, promove, através da disponibilização de estruturas próprias, a recolha e reciclagem das garrafas ao longo dos circuitos das provas.

A verdade, sublinha Nuno Pinto de Magalhães, é que «as nossas embalagens são todas recicláveis e possuem, nos rótulos, a indicação do ecoponto correcto onde devem ser colocadas para uma recolha selectiva. Mas fomos mais longe e introduzimos na rotulagem a mensagem – Recicla -, que apela para a importância da separação das embalagens e pretende ser mais um contributo para promover comportamentos responsáveis no que toca ao ambiente».

Para além das iniciativas já referidas, o grupo tem vindo a investir em energias renováveis como fontes alternativas nas unidades de produção e de enchimento. Recentemente instalou um total de 6300 painéis fotovoltaicos, 3150 painéis na Cervejeira de Vialonga e 3150 na unidade de enchimento da Água de Luso, na Mealhada, com uma potência instalada de 1 MWp em cada unidade, o que representou um investimento global de 1,4 milhões de euros. Esta instalação permitirá no total uma produção de energia solar de 2845 MWh/ /ano e a redução de cerca de 1200 toneladas/ /ano em emissões CO2, o equivalente à captação anual de CO2 por 53 mil árvores.

É mais um exemplo dos investimentos que o Grupo Central de Cervejas tem vindo a efectuar nos últimos cinco anos, traduzindo-se em mais de 140 milhões de euros, em projectos de modernização e crescimento, que abarcam expansão, inovação, sustentabilidade e energias alternativas. Um trabalho desenvolvido não só na Cervejeira de Vialonga, mas também na Sociedade da Água de Luso e na Novadis Distribuição.

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