Portugueses preocupados com a felicidade dos filhos

A generalidade dos pais portugueses (80,4%) mostra-se muito preocupado com o futuro da felicidade dos seus filhos e apenas 0,1% considera que, no dia-a-dia, os seus filhos não são felizes. Por outro lado, 51,6% acredita que são muito felizes e 8,8% avança que o seu estado oscila entre a felicidade e a tristeza.

Os dados são do II Estudo Imaginarium, divulgado esta amanhã. De acordo com a análise, a percentagem de infelicidade dos mais novos aumenta com a idade: os pais afirmam que 15,25% das crianças entre os 7 e os 8 anos nem sempre são felizes, percentagem que vai reduzindo quando falamos das faixas etárias dos 5-6 anos e dos 0-2 anos.

Rui Lima, membro do painel de especialistas da Imaginarium, explica o aumento progressivo da infelicidade com a «crescente pressão imposta às crianças e jovens, tanto por pais como por professores». Apesar de o estudo revelar que um dos factores que pesa na felicidade das crianças é precisamente a superação de desafios, «é importante reflectirmos acerca do grau de exigência que impomos aos alunos e as expectativas que, muitas vezes, colocamos sobre si».

Não passar tempo suficientes com os pais (26,3%), não ter tempo suficiente para brincar (21,37%) e ficar de castigo (16,45%) são as razões mais apontadas pelos pais para a infelicidade dos seus filhos. Quanto aos motivos de felicidade, os pais apontam, em primeiro lugar, o afecto.

Embora 99,8% dos pais inquiridos indique que a felicidade dos filhos depende do tempo de qualidade partilhado com os pais, 51% sente que está pouco tempo com a prole. Mais: 63% acredita que os filhos sentem a sua falta.

Quando o assunto são brinquedos, o II Estudo Imaginarium revela que 38,08% dos pais considera que as bicicletas e veículos com rodas são os preferidos das crianças e o que provocam mais felicidade. Brinquedos relacionados com música, arte e trabalhos manuais surgem logo a seguir, à frente dos jogos de lógica e construção e dos brinquedos de faz-de-conta. Apenas 19% dos pais menciona os ecrãs e tablets como o tipo de jogo que mais feliz faz as crianças.

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