Polícia Judiciária investiga partilha ilegal de jornais e revistas

Já recebeu a edição de um jornal ou revista pelo WhatsApp sem ter pago pela mesma? A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar a partilha ilegal deste tipo de publicações, segundo avança o Jornal de Notícias. A investigação surge na sequência de uma queixa apresentada pelo Sindicato dos Jornalistas.

«Nesta altura, em que o nosso sector está fragilizado, não podíamos deixar que este crime passasse impune», explica Sofia Branco, presidente do sindicato. Em declarações à mesma publicação, conta que a queixa contra terceiros surge por considerarem «existir um roubo de direitos de autor». Lembra ainda que este é um crime que acontece com autores de quadros ou obras literárias, mas também com obras jornalísticas.

A queixa foi apresentada junto do Gabinete de Cibercrime da Procuradoria-Geral da República de Portugal, liderado pelo Procurador Pedro Verdelho. Seguiu também para a Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T) da PJ.

Segundo a presidente do Sindicato dos Jornalistas, «estes esquemas já existiam antes da pandemia, mas agora multiplicaram-se e tornaram-se um perigo para o nosso sector». São vários os grupos no WhatsApp – ou outras plataformas – em que as edições completas de dezenas de publicações são partilhadas livremente.

Tudo começa com alguem que paga, de facto, as edições digitais de diferentes jornais e revistas e que, depois, decide distribuí-las nas redes sociais e aplicações de conversação. Segundo o Jornal de Notícias, a pessoa que está no início da cadeia recebe algum tipo de restribuição financeira pela distribuição, mas as partilhas seguintes já são totalmente gratuitas.

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