PMEs portuguesas estão entre as mais afectadas pela pandemia

O tecido empresarial português é composto maioritariamente por Pequenas e Médias Empresas (PMEs), que estão a ser das mais impactadas na Europa pela crise económica provocada pela COVID-19. De acordo com um estudo divulgado pelo Facebook, 70% das PMEs nacionais com presença na rede social estão a registar vendas mais baixas em relação ao ano passado. Pior, só mesmo a Itália (76%).

O estudo “Global State of Small Business Report”, elaborado em parceria com o Banco Mundial e a OCDE, resulta de um inquérito a cerca de 30 mil líderes de PMEs, em 50 países, e ajuda a perceber o impacto que a pandemia está a ter sobre este tipo de empresas.

No que diz respeito aos dados sobre o mercado português, o inquérito revela que 23% das PMEs parou por completo a sua actividade – Espanha regista ainda mais fechos (30%), assim como o Reino Unido (43%) -, 36% aponta a falta de dinheiro em caixa como o principal problema e 23% assume que já teve de reduzir o número de colaboradores. As empresas do sector do Turismo foram as mais afectadas.

E se os canais digitais foram fundamentais para que muitas destas empresas tenham mantido a sua operação, o estudo revela, contudo, que as PMEs portuguesas ainda têm níveis de digitalização baixos, quando comparado com outros países. Em Portugal, apenas 46% das PMEs garante que o canal online representa 25% ou mais das suas vendas, enquanto em países como a Irlanda ou a Rússia este número chega a 65%.

O estudo do Facebook deixa, no entanto, uma nota positiva: entre as PMEs inquiridas que tiveram de fechar portas, cerca de 75% espera reabrir em breve. «O caminho para uma recuperação económica é incerto e muitas destas empresas precisam de apoio dos próprios Governos. O Facebook espera que este relatório ajude a identificar as áreas mais urgentes e que precisam de apoio em cada país», sublinha a rede social.

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