Pestana Hotel Group: Quando a hotelaria se funde com a arte

Cadernos
Marketeer
10/09/2025
15:20
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No Pestana Cidadela Cascais, a hotelaria funde-se com arte, gastronomia, literatura ou experiências. Tudo conseguido com o Cidadela Art District (CAD), que tem continuado a evoluir.

O Pestana Cidadela Cascais é o primeiro hotel na Europa a integrar um projecto como o Cidadela Art District (CAD), que nasceu com a visão de integrar um projecto artístico activo e dinâmico num espaço hoteleiro, dando vida à criatividade e ao talento dentro de uma fortaleza histórica, acessível a todos. Desde 2014, o projecto tem vindo a evoluir, acompanhando novas expressões artísticas e as dinâmicas da própria vila de Cascais.

Depois de ter começado com algumas galerias e exposições, a verdade é que cresceu para um verdadeiro bairro artístico no interior da Cidadela de Cascais, com uma identidade cultural cada vez mais sólida. «Ao longo dos anos, organizámos quatro Take Overs, que atraíram mais de 10 mil visitantes, bem como 17 Art Sessions, que envolveram mais de 2500 participantes em torno da arte contemporânea. Já passaram pelo Cidadela Art District mais de 100 artistas, o que mostra bem a diversidade criativa que o projecto acolhe. Paralelamente, o número de quartos de autor – espaços personalizados com intervenção artística – aumentou de 18 para 39, reforçando a presença da arte também no interior do hotel. A dimensão social tem igualmente um papel relevante nesta dinâmica, com destaque para a integração de projectos como a livraria Déjà Lu, que cruza cultura e impacto positivo ao apoiar causas ligadas à Trissomia 21, e o café Dibble da Associação Semear, que visa incluir no mercado de trabalho jovens e adultos com dificuldade intelectual», revela Luís Castanheira Lopes, administrador do Pestana Hotel Group.

Hoje, o que por ali se encontra é um espaço com alma – um lugar onde a arte, a gastronomia e a comunidade se fundem e cruzam de forma autêntica e surpreendente.

Em particular, após o mais recente trabalho de actualização, ditado pela vontade de reforçar o papel do Cidadela Art District enquanto espaço activo e inclusivo. «Sentimos que havia margem para reforçar o diálogo com a comunidade e com os visitantes, tornando a experiência mais próxima e mais completa. A nova dinâmica parte da integração de novos parceiros, de uma programação mais consistente e diversa, da revitalização dos espaços – como o renovado restaurante Taberna da Praça – e de uma comunicação mais presente e interactiva. O objectivo foi sempre claro: manter a essência do projecto, mas ajustá-lo às expectativas actuais de quem procura autenticidade e propósito nas suas experiências culturais», esclarece.

Para que tudo isto aconteça, o grupo tem vindo a reforçar bastante a sua comunicação, sobretudo através de meios digitais, imprensa e canais locais, onde é partilhado o que acontece no dia-a-dia: exposições, eventos, artistas residentes, menus especiais ou simplesmente momentos que captam o espírito do lugar. A aposta é numa comunicação próxima, que mostra o Cidadela Art District como ele é.

Em paralelo, a notoriedade tem vindo a apresentar índices de crescimento consistentes. «A curadoria artística e a experiência singular que oferece aos hóspedes e visitantes têm sido fundamentais. Cada nova intervenção, cada artista envolvido, reforça a identidade do espaço e contribui para ampliar o seu reconhecimento», reforça Luís Castanheira Lopes.

EXPERIÊNCIAS AUTÊNTICAS

O Cidadela Art District atrai um tipo de cliente que valoriza cultura, expressão artística e espaços com identidade. Alguém que procura experiências autênticas e quer sentir o lugar de forma mais profunda e inesperada. Segundo Luís Castanheira Lopes, são, «geralmente, pessoas curiosas, atentas, que muitas vezes chegam ao hotel já com a expectativa de encontrar algo diferente. Outras vezes, descobrem o projecto por acaso, e é essa surpresa que as conquista. Participam em eventos, visitam as galerias, interagem com os artistas ou simplesmente param para absorver o ambiente».

Desde o início, o que se tem verificado é uma grande aceitação, tanto por parte dos hóspedes como dos visitantes externos, ou não tivesse o CAD sido sempre pensado como um espaço de portas abertas, acessível a todos, visão que se tem confirmado na prática.

Para isso, fundamental é a programação, sempre pensada de forma colaborativa, com um planeamento mensal que resulta do trabalho conjunto entre a curadoria artística e cultural do Cidadela Art District e a equipa do hotel. «Procuramos que essa agenda reflicta a identidade do projecto e, por isso, inclui tanto iniciativas de projectos residentes como eventos de iniciativas externas, como é o caso do KAU Barbecue ou do Cine Society. Este modelo permite que o espaço esteja sempre em dinamização, com experiências diferentes ao longo do ano.»

De referir é que, embora não existam parâmetros definidos, é realizada uma curadoria activa que assegura que cada novo elemento se enquadra na visão e dinâmica do Cidadela Art District, sendo procurados artistas e projectos que, além de qualidade e identidade próprias, tenham vontade de integrar o CAD de forma participativa, assumindo um papel activo na programação e na vida do espaço.

Luís Castanheira Lopes lembra que um dos momentos mais emblemáticos deste ano foi o Cidadela Art Fest, que teve lugar a 28 de Junho e reuniu todos os parceiros num ambiente festivo. A programação incluiu exposições dos artistas residentes, workshops para crianças e adultos, momentos de food tasting e sunset com DJ. Destaque ainda para o BBQ Fest, realizado em parceria com o KAU Barbecue, e a renovação da Taberna da Praça, que veio dar uma nova energia ao espaço.

Até ao final do ano, há várias iniciativas em destaque, sendo uma das mais aguardadas o Mercado de Natal, que irá decorrer no interior da fortaleza, e que será mais uma oportunidade para dar visibilidade aos projectos artísticos, gastronómicos e culturais que compõem o ecossistema do CAD.

Tudo isto integra-se com naturalidade, ou não partissem do mesmo princípio: celebrar a cultura portuguesa com autenticidade. A título de exemplo, esclarece-se: «A Taberna da Praça não é apenas um restaurante, é um ponto de encontro que prolonga essa experiência cultural através da gastronomia. Os sabores reflectem identidade, tradição e criatividade, inspirados na proposta gastronómica do chef Pedro Inglês Marques. Um dos elementos que reforça essa integração é a parceria com a Manteigaria Silva, uma mercearia histórica lisboeta que traz para dentro da Taberna a excelência dos sabores tradicionais.»

A Taberna da Praça é, por isso, muitas vezes o ponto de partida para descobrir o Cidadela Art District, não apenas pela sua localização privilegiada junto à Praça d’Armas, logo após a entrada pela muralha, mas também por proporcionar o primeiro contacto com o ambiente descontraído e criativo do espaço, despertando a curiosidade e inspirando uma viagem pelo universo criativo do CAD. «Ao entrar na Taberna da Praça, os visitantes são recebidos com sabores familiares, apresentados com uma nova abordagem, num ambiente informal, mas cheio de personalidade. É um lugar onde se começa com um petisco e, quase sem dar conta, se acaba a descobrir uma galeria, a entrar numa livraria solidária ou a assistir a um concerto ao fim da tarde.»

E sendo o Cidadela Art District, por natureza, um projecto em evolução e dinâmico, diz-se sempre atento a novas ideias, talentos e propostas que possam enriquecer a experiência e acrescentar valor, sendo que a prioridade é manter a coerência do conceito e assegurar que qualquer novo elemento se integra de forma natural na dinâmica já existente.

E de que forma é que todo este conceito se transporta do exterior para o interior do hotel? «De forma muito natural e fluida. O Cidadela Art District é parte integrante da identidade do hotel. A experiência começa desde o primeiro momento, com a arte presente nos corredores, nas zonas comuns e até nos quartos. Aliás, os quartos de autor são um bom exemplo dessa fusão entre hospitalidade e criatividade: são espaços personalizados com intervenção directa de artistas. Logo no momento da reserva, o cliente pode escolher o tipo de quarto, a tipologia e o estilo de arte que mais lhe agrada. Também podem ser visitados mediante marcação. São 39 quartos CAD, cada um com uma personalidade própria. Há azulejos de Heberth Sobral, pinturas no terraço de Paulo Arraiano, luzes néon de Ana Perez, ou grafitis de Bruno Pereira. Mais recentemente, Davi Rezende interveio em alguns dos quartos CAD – e ainda há muitos outros por descobrir. Tudo isto transforma a estadia numa experiência única, diferente de qualquer outro hotel.»

Ou seja, a arte é parte integrante do espaço, acompanha a arquitectura, relembra a história da fortaleza e liga-se a quem ali fica hospedado.

Segundo Luís Castanheira Lopes, os clientes valorizam, cada vez mais, a oferta: «Para muitos, esta combinação entre património, arte contemporânea e experiências autênticas transforma uma simples visita ou estadia numa memória marcante. E é isso que procuramos: criar ligações que fiquem.»

O QUE É O CAD?

O Cidadela Art District é, acima de tudo, um convite à descoberta. Um bairro artístico dentro de uma fortaleza, onde a arte contemporânea convive com a gastronomia portuguesa, a música, a literatura e a hotelaria. O CAD não é um museu, nem um simples hotel – é um ambiente criativo marcado por uma identidade única.

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Turismo”, publicado na edição de Agosto (n.º 349) da Marketeer.




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