O mercado das experiências em Portugal entra em 2026 com sinais de crescimento sustentado dos eventos corporativos, do team building e da animação turística, sendo que mais do que crescer em volume, o setor está a registar um foco em experiências com valor acrescentado, mais conscientes e personalizadas em resposta a uma economia em transformação.
Esta é a leitura da Boost Portugal, empresa portuguesa especializada na criação de experiências, que identifica como três grandes tendências a crescente procura por experiências imersivas, a valorização da autenticidade e a exigência de impacto positivo (ambiental, social e humano).
“É um cenário bastante complexo uma vez que envolve sempre pessoas – é com elas e para elas que trabalhamos – e uma dinâmica de mercado fortemente marcada por desenvolvimento tecnológico e globalização. Estas tendências não são propriamente novas, mas acreditamos que terão este ano uma consolidação que não deixará margem para dúvidas, e obrigará a nossa indústria a trabalhar no sentido de oferecer experiências de valor real, que vão muito além do mero entretenimento. Se pensarmos bem, tal como evidenciam Pine e Gilmore, os produtos de consumo avançaram de commodities para bens, mais tarde para serviços e recentemente para experiências e transformação pessoal. Esta será a resposta evidente à nova realidade, também na nossa área”, diz Tiago Monteiro, diretor-geral da Boost Portugal, citado em comunicado.
A nível global, isto traduz-se numa crescente procura por experiências personalizadas e orientadas para uma vivência imersiva e transformadora, com um foco crescente em impacto positivo concreto, seja ao nível ambiental, social ou humano, aponta a análisa da Boots, com viajantes e empresas a procurarem programas que integrem natureza, gastronomia, cultura, desafios criativos e momentos de pausa consciente.
Neste cenário, a tecnologia surge como aliada, “permitindo desenhar experiências mais ajustadas aos perfis dos participantes, sem perder o lado humano que define as melhores vivências”.
A Boost destaca ainda que o mercado dos eventos corporativos tem vindo a assistir ao longo dos últimos dois anos a uma “transformação significativa”, com as empresas a procurarem cada vez mais formatos interativos, imersivos e com impacto.
“Aquilo que começou como uma tendência afirma-se hoje como uma realidade consolidada, em que as reuniões tradicionais dão lugar a programas que promovem interação, colaboração e bem-estar”, refere-se em nota de imprensa, onde se acrescenta que estas experiências integram atividades ao ar livre, dinâmicas de equipa, propostas culturais e momentos de conexão genuína entre participantes, com o team building a assumir um papel estratégico e a deixar de ser um momento isolado para se tornar parte integrante dos objetivos das organizações, do engagement interno e do reforço da cultura organizacional.
Neste contexto, Portugal surge como um destino “altamente competitivo” — ao beneficiar de fatores que vão desde a segurança até ao clima, passando pela diversidade territorial e por uma forte aposta na sustentabilidade — e com regiões como Lisboa, Porto, Algarve, Alentejo e Douro a afirmarem-se como “cenários privilegiados para experiências que combinam trabalho, lazer e identidade local”.
“Estamos alinhados com as principais tendências do setor, apostamos há muito em conceitos que promovem autenticidade, sustentabilidade e envolvimento local, criando experiências memoráveis que vão além do entretenimento e contribuem para o valor real dos destinos e das organizações. Com um portefólio diversificado e uma abordagem centrada nas pessoas, sempre com a oportunidade de personalização, a Boost Portugal acompanha a evolução do turismo e dos team buildings, respondendo às novas expectativas de empresas, viajantes e parceiros, e contribuindo para um setor mais inovador, responsável e orientado para o futuro”, refere ainda Tiago Monteiro.












