Segredos de parentalidade: Zuckerberg, Bezos e Altman revelam como educam os filhos

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17/01/2026
19:00
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Segredos de parentalidade: Zuckerberg, Bezos e Altman revelam como educam os filhos

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Não surpreende que muitos líderes das grandes empresas tecnológicas sejam particularmente cautelosos quando o assunto é a educação dos filhos. Apesar de estarem na linha da frente da inovação digital, vários executivos defendem limites claros ao uso de ecrãs e uma educação assente em valores, responsabilidade e autonomia.

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Muito se conhece sobre a forma como estes dirigentes gerem empresas globais e moldam o futuro da tecnologia, mas menos se fala sobre como enfrentam desafios comuns da parentalidade. Mesmo entre multimilionários, as preocupações são semelhantes às de qualquer família: quanto tempo os filhos devem passar online, como incentivar a independência e de que forma prepará-los para um mundo em rápida transformação.

A partir de entrevistas e declarações públicas ao longo dos últimos anos, o businessinsider identificou algumas linhas comuns na forma como figuras de topo do sector tecnológico encaram a educação dos filhos.

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Sam Altman, CEO da OpenAI, já assumiu que a tecnologia teve um papel importante nos primeiros meses de vida do seu filho. Considera difícil imaginar a parentalidade sem ferramentas digitais de apoio, mas faz questão de sublinhar que não pretende que a criança desenvolva uma ligação emocional excessiva à inteligência artificial. Para Altman, a tecnologia deve ser um instrumento útil, não um substituto das relações humanas.

Mark Zuckerberg, fundador da Meta, tem defendido que o pensamento crítico e a construção de valores desde cedo são mais importantes do que qualquer competência técnica. Em casa, a educação passa por tarefas, responsabilidades e contacto com o mundo do trabalho. O uso de ecrãs é controlado e, embora as videochamadas sejam permitidas para manter laços familiares, outras formas de consumo digital são mais limitadas.

Também Satya Nadella, CEO da Microsoft, acredita numa educação que respeite o ritmo individual de cada criança. Inspirado pela forma como foi criado, defende que os pais devem concentrar-se nas condições necessárias para que os filhos prosperem emocional e socialmente. A experiência pessoal de criar um filho com necessidades especiais reforçou, segundo o próprio, a importância da empatia, um valor que transportou também para a liderança empresarial.

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No caso de Sundar Pichai, CEO da Google, a tecnologia entra em casa de forma pragmática. Ferramentas digitais podem ser usadas para apoiar os trabalhos escolares, mas o acesso a dispositivos como smartphones é adiado. O objetivo passa por evitar uma exposição precoce excessiva e promover um uso funcional, e não automático, da tecnologia.

Bill Gates, cofundador da Microsoft, seguiu uma filosofia educativa centrada no autocontrolo emocional e na responsabilidade. Durante anos, impôs regras rígidas quanto ao uso de telemóveis e procurou evitar que os filhos crescessem com privilégios desmedidos. Para Gates, a herança financeira não deve substituir o esforço individual nem o sentido de propósito.

Já Jeff Bezos, fundador da Amazon, adotou uma abordagem menos convencional, incentivando desde cedo a autonomia e a experimentação, mesmo quando isso implica riscos controlados. A filosofia familiar assentava na ideia de que é preferível criar crianças confiantes e resilientes do que excessivamente protegidas.

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Apesar das diferenças de estilo, há um ponto comum entre estes líderes: a convicção de que a tecnologia deve servir o desenvolvimento humano — e não o contrário. Para quem constrói o futuro digital, educar os filhos passa, paradoxalmente, por saber quando desligar.




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