Pandemia afunda cinema em Portugal: receitas caem mais de 60% no primeiro semestre

As salas de cinema em Portugal registaram uma queda e 61,4% na receita bruta, no primeiro semestre deste ano, atingindo os 13,8 milhões de euros. Depois de dois meses positivos (+8,5% em Janeiro e +20,6% em Favereiro), o encerramento dos cinemas na sequência da pandemia de COVID-19 afundou os resultados.

No mesmo período, o número de espectadores também desceu 62,6% para cerca de 2,5 milhões. Recorde-se que as salas encerraram a 18 de Março e que só reabriram a 1 de Junho, com medidas especiais de segurança e lotação. No entanto, embora prontos a receber os portugueses, os resultados dos cinemas no último mês não foram positivos: a receita recuou 99% e o número de espectadores 98,9%, face ao homólogo de 2019.

“1917” é, até agora, o filme mais visto do ano, tendo levado 329 mil espectadores ao grande ecrã. Seguem-se “Bad Boys para Sempre” e “Birds of Prey (E a Fantabulástica Emancipação de Uma Harley Quinn” a fechar o pódio.

Olhando apenas para Junho, “Retratos de uma Rapariga em Chamas” foi o filme mais visto, registando 2.154 espectadores. Depois surge “Bola Lá”, mas bem distante do primeiro lugar, com 471 espectadores. “Mathias et Maxime”, com 468 espectadores, ocupa o terceiro lugar da lista.

Quanto aos resultados de bilheteira por distribuidor e por exibidor, os dados mais recentes do ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual apontam para quebras na ordem dos 70 e 60%, respectivamente. Por outro lado, a concentração de mercado mantém-se.

No caso da distribuição cinematográfica, NOS Lusomundo Audiovisuais e Big Picture 2 Films representam 80,6% da quota de mercado em termos de espectadores. No campo da exibição, NOS, UCI, Cineplace e NLC respondem por 90,9% do mercado nacional em termos de receitas de bilheteira.

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