Os influenciadores, as marcas e os seguidores

Por Ana Marques, CEO da Milenar

Actualmente, torna-se extremamente interessante analisarmos a perspectiva das marcas, quando trabalham com influenciadores digitais, dos influenciadores quando trabalham com as marcas e dos seguidores que ficam a assistir e a interagir com este universo.

Os seguidores deixaram de ser meros espectadores e passaram a desempenhar um papel determinante no dia-a-dia dos influenciadores e das marcas. São públicos atentos, que interagem, muito críticos e sempre ligados. O nível de exigência colocado às marcas e para aos influenciadores nunca foi tao grande.

As audiências deram lugar às comunidades, cada vez mais informadas e com um poder de comunicação e decisão cada vez maior. E são estas as audiências/comunidades cobiçadas pelas marcas e pelos influenciadores.

O mercado da Influência é um mercado emergente, ainda com muito caminho para percorrer e construir. No entanto, é também muito volátil e vivo, o que significa que não está estático e não funciona por trends ou padrões estereotipados – a exigência, a transparência e a lealdade são valores que não podem ser negligenciados nem pelos influenciadores, nem pelas marcas.

A originalidade, a coerência, devem ser características inerentes aos influenciadores e às marcas. Este mercado está completamente exposto à critica, ao aplauso, ao like ou dislike.

Agora, mais do que nunca, o poder está nas mãos de quem segue as marcas e os influenciadores. Na equação influenciador/marca o que realmente é mais importante são os seguidores.

No universo das marcas, cerca de 25% trabalha constantemente com influenciadores e 12,5% nunca trabalhou. O Kpi preferencial das marcas na escolha de Influenciadores é o engagement (62,5% das marcas), no entanto ainda se observa que há marcas que apenas escolhem influenciadores por afinidade “pessoal” e o budget limita várias escolhas. No que respeita a formatos utilizados e plataformas, os stories e os posts do Instagram ocupam as preferências das marcas.

87% das marcas querem que os o influenciadores sejam co-criadores e 75% acha prejudicial trabalhar com influenciadores que promovam muitas marcas. Para avaliar o retorno das campanhas com influenciadores, as marcas escolhem o alcance e vendas como as métricas de eleição.

No que respeita aos seguidores e à sua relação com as marcas e os influenciadores, o estudo que a Milenar fez destaca que 100% dos inquiridos conhecem influenciadores. Os seguidores quando seguem os influenciadores procuram transparência, originalidade e inspiração. Cerca de 80% dos seguidores preferem os stories aos posts no Instagram e cerca de 73% compram produtos comunicados por influenciadores.

78% dos seguidores deixam de seguir influenciadores se estes tiverem comportamentos abusivos, intolerantes. 60% dos seguidores gostam que os influenciadores tenham relações duradouras com as marca. Cerca de 75% dos influenciadores consideram que o posicionamento Lifestyle é o que tem mais procura no mercado, seguido pela Beleza (48%) e Viagens (46%). 82% dos influenciadores diz que só patrocina um produto depois de o experimentar e de aprová-lo.

Para os influenciadores, a compra de seguidores e de engagement e as colaborações falsas são os comportamentos pouco éticos que identificam entre os pares. Também os influenciadores gostam de fazer stories no Instagram: este é o formato de eleição de cerca de 82% dos inquiridos.

Na decisão em torno de que estratégia de conteúdo seguir, têm em consideração a opinião dos seus seguidores e tem em mente que o trabalho que desempenham hoje em dia é respeitado tanto pelas marcas como pelos seguidores. Na entrega de retorno às marcas, as interacções são a sua métrica de eleição.

O futuro do mercado da Influência é hoje. E é hoje que os comportamentos que todos temos faz a diferença. O triângulo marcas – influenciadores – seguidores é muito sério e todos os players tem de estar atentos.
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