O “Velho das Barbas” da Longa Vida voltou

O “Velho das Barbas” está de volta aos iogurtes Longa Vida para celebrar o 60.º aniversário da marca. O objectivo é comemorar a imagem original com uma edição especial temperada com alguma nostalgia, sendo que estão também a ser recuperados alguns produtos.

A acompanhar este regresso ao passado está uma campanha de publicidade, que chegará ao público no próximo dia 11, através de vários canais. Nuno Tavares, director de Marketing da Lactalis Nestlé, explica à Marketeer o que motivou este regresso ao passado e conta como a Longa Vida tem acompanhado a evolução do mercado.

De que forma se vai materializar a celebração dos 60 anos?

60 anos após o nascimento da marca e da empresa Longa Vida, faz todo o sentido celebrar este marco tão importante através do lançamento de uma edição especial Longa Vida.

O conceito desta edição passa pela comemoração da imagem original da Longa Vida, que foi evoluindo ao longo destes 60 anos com o “Velho das Barbas”, voltando este ícone a ganhar vida com um twist moderno. Esta edição é marcada também pelo regresso de alguns dos produtos originais da marca Longa Vida, tais como o iogurte natural açucarado em copo de vidro e o clássico “iogurtão”, um grande formato de 450ml e uma garrafa de natas frescas de 500ml.

Vamos também ter uma forte campanha de publicidade, em rádio, mupis e imprensa.

Qual é o retorno esperado deste branding especial?

Queremos aumentar a frequência de compra e a penetração da marca que, apesar de ter elevados índices de notoriedade, tem ainda um enorme potencial de crescimento. A Longa Vida é uma marca familiar, tradicional e com uma imagem de qualidade provenientes dos 60 anos de existência. Chegou a altura de potenciarmos estes valores.

Porquê a aposta no “Velho das Barbas”?

O “Velho das Barbas” sempre foi um ícone associado à marca, parte integrante do logo original. No mercado português, e também internacional, tem-se vindo a verificar uma tendência crescente para revisitar o vintage, comemorar o que há de tradicional e bom em cada cultura, trazendo produtos, imagens e conceitos antigos para o presente e tornando-os actuais. É também um elemento muito emocional que faz parte da memória dos portugueses.

Que balanço fazem, em termos de crescimento da marca, posicionamento e relação com o público?

A marca tem vindo a crescer nos últimos anos e, no início de 2017, posiciona-se já no Top 10 das marcas de refrigerados lácteos. O posicionamento da marca assenta em valores de tradição e família, muito “portugueses”, tentando assim esta edição aproximá-la ainda mais do nosso público-alvo.

A marca tem sabido adaptar-se a novos hábitos de consumo, tipos de público e canais de comunicação disponíveis?

Sim, a Longa Vida tem estado sempre atenta a novos hábitos de consumo e dispomos já de uma gama de iogurtes sem lactose, uma gama de magros, uma linha de natas frescas e vamos agora lançar toda uma série de inovações que o consumidor português vai, sem dúvida, apreciar. Longa Vida é uma marca portuguesa para todos os portugueses.

Que desafios enfrenta a Longa Vida?

A marca está, hoje, presente em categorias de baixo valor acrescentando (iogurtes de aromas e líquidos), muito devido à sua essência/raízes. Longa Vida irá ser desafiada a lançar produtos de valor acrescentado, o que irá mudar certamente parte do seu ADN.

Texto de Filipa Almeida

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