O que vai acontecer às peças de roupa das lojas fechadas?

Todos os serviços que não são considerados essenciais estão de portas fechadas enquanto o estado de emergência estiver em vigor, deixando apenas em funcionamento estabelecimentos como supermercados ou farmácias. As lojas de roupa, por exemplo, não entram na lista de serviços de primeira necessidade e encontram nas vendas online a única forma de continuarem a facturar.

Mas será suficiente para escoar os stocks? O que acontece às peças de vestuário que ficaram nas prateleiras e cabides das lojas que fecharam entretanto? De acordo com a edição norte-americana da revista Forbes, esta é uma altura particularmente crítica para as lojas estarem fechadas, uma vez que estaríamos perante uma transição de colecções: depois da Páscoa, as marcas tendem a substituir as propostas de Inverno por opções mais leves.

Isto significa que as peças que ficaram nas lojas há duas ou três semanas estão a perder valor. A mesma publicação aponta mesmo para uma quebra e 50% no valor desde então, sendo que a descida poderá ser ainda maior em breve. Com o passar do tempo, os casacos e camisolas de malha tornam-se obsoletos e, se as lojas permanecerem fechadas até ao Verão, também os vestidos e as t-shirts começarão a “envelhecer”.

A imprevisibilidade da pandemia e a impossibilidade de saber com certeza quando chegará ao fim o período de quarentena está a levar muitos retalhistas a cancelarem encomendas. Mas poderá não ser suficiente, uma vez que continuam a ter de pagar a mercadoria que já tinham recebido, bem como renda e ordenados (se não optarem por uma onda de despedimentos ou regimes de lay-off).

Vender estas peças mais tarde e a um preço mais baixo poderá ser uma opção, bem como apontar a mercados no hemisfério Sul onde começa agora o tempo mais frio.

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