O que os hábitos de consumo no início de 2026 revelam sobre a economia global

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Marketeer
05/02/2026
11:00
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No arranque de 2026, os dados de pagamentos eletrónicos estão a tornar-se uma das fontes mais fiáveis para perceber como as pessoas estão realmente a gastar o seu dinheiro. Num mundo onde o cartão substituiu o dinheiro físico, sobretudo nos países mais ricos, a atividade de um pequeno número de empresas acaba por espelhar o estado do consumo global, escreve a warc.

Fora da China, Visa e Mastercard processam a grande maioria das transações. Isso faz com que os seus resultados funcionem como um “raio-X” do comportamento do consumidor num período marcado por inflação persistente e crescimento económico desigual.

Indicadores tradicionais de confiança apontam para prudência, mas os dados reais contam uma história mais complexa. As empresas de pagamentos observam que os consumidores continuam ativos, embora mais calculistas. O dinheiro continua a circular, mas com maior atenção ao valor obtido em cada compra.

Na prática, muitos consumidores estão a gastar valores semelhantes aos de anos anteriores, mas a ajustar escolhas: optam por alternativas mais económicas, reduzem quantidades ou adiam compras consideradas supérfluas. O crescimento da despesa total, por si só, já não é um sinal fiável de prosperidade.

Para quem trabalha em marketing e vendas, o contexto exige uma abordagem diferente. A comparação de preços tornou-se um comportamento padrão e a noção de “bom negócio” pesa mais do que a fidelidade à marca. Comunicar valor, transparência e utilidade é agora tão importante quanto comunicar emoção.

Os relatórios e declarações públicas das grandes empresas de pagamentos ajudam a identificar tendências claras:

Consumidores mais estratégicos
A Mastercard refere um consumidor altamente informado, que usa canais digitais para comparar preços e maximizar cada euro gasto.

Mercado cada vez mais dividido
A American Express destaca a força do segmento premium, reconhecendo que os consumidores de maior rendimento continuam a sustentar o crescimento, mesmo quando outros grupos enfrentam maior pressão.

Crescimento concentrado no topo
Dados da Visa mostram que os maiores aumentos de despesa vêm dos consumidores com maior poder de compra, enquanto os restantes mantêm padrões estáveis, mas contidos.

Viagens e comércio online como motores
As despesas em viagens internacionais continuam a superar níveis pré-pandemia, e o comércio eletrónico consolida-se como canal dominante, sobretudo em períodos de compras sazonais.




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