Num contexto onde a tecnologia acelera e a inteligência artificial se torna cada vez mais presente nos processos de criação, jogar pelo seguro no marketing já não é uma vantagem. Pelo contrário: é uma fraqueza disfarçada. A única verdadeira diferenciação que resta aos profissionais de conteúdo e comunicação é a criatividade com coragem.
Hoje, o marketing enfrenta uma nova realidade. A produção de conteúdos rápidos, consistentes e tecnicamente perfeitos pode ser facilmente automatizada. O que não pode ser replicado por algoritmos é o pensamento ousado, a visão inesperada, a capacidade de arriscar em algo que nunca foi feito e de o fazer com intenção.
Ainda assim, o medo de falhar continua a silenciar ideias com potencial. Muitas equipas suavizam conceitos fortes até se tornarem irrelevantes. Outras eliminam propostas inovadoras por não conseguirem prever resultados imediatos. Em muitos casos, o desejo de evitar críticas transforma-se numa obsessão pela segurança e essa obsessão é o que destrói a criatividade à nascença.
Assumir um risco criativo não significa agir de forma irresponsável. Significa testar, experimentar, desafiar. E, por vezes, sim, falhar. Mas falhar faz parte do processo. A diferença entre falhar e cometer um erro está na intenção: falhar é tentar algo novo que não resulta; errar é fazer algo que já se sabia, à partida, que não funcionaria. Confundir os dois conceitos é um dos maiores obstáculos à inovação.














