O estado das Relações Públicas em 2020

Por Sara Martinho, Consumer&Lifestyle Manager da Guess What

As relações públicas na sua forma tradicional, enquanto ferramenta de comunicação de marcas, empresas ou instituições, têm um espaço cada vez mais reduzido. Os meios de comunicação social em Portugal são poucos, cada vez menos, com menos espaço, menos jornalistas e, infelizmente, cada vez menos leitores.

Ter um bom conteúdo, uma verdadeira notícia que responda a todos os critérios jornalísticos, já não é suficiente. E já nem criar acções “fora da caixa” nos garantem um lugar ao sol do panorama mediático. Os leitores também já não “consomem” exclusivamente conteúdos jornalísticos e as redes sociais tornaram-se a maior de fonte de informação dos consumidores: seja o conteúdo verdadeiro ou não.

Então qual será o futuro das relações públicas?

A procura por conteúdos começa a ter um foco no retorno do investimento (ROI) e, portanto, começamos a assistir a um cruzamento de duas ferramentas de comunicação: relações públicas e marketing. Em termos simples, não se trata apenas de criação de conteúdo, mas de “marketing de conteúdo”.

É seguro garantir que as relações públicas permanecerão firmes nos próximos anos e que, inevitavelmente, haverá uma concentração nos conteúdos online e menos nos conteúdos impressos. Existe uma mudança considerável das relações públicas baseadas em jornalistas / escritores para uma abordagem mais focada no cliente / consumidor. É importante que as marcas se concentrem não apenas no que o escritor / jornalista deseja escrever mas no que o consumidor espera ler.

As relações públicas são sobre contar histórias e, à medida que as pessoas e actividades evoluem, o mesmo acontece com as histórias. Hoje, as pessoas passam mais tempo a navegar online que a ler e, quando leem online, apenas provavelmente 28% das palavras serão lidas. Para optimizar a atenção, quanto mais condensado o conteúdo, melhor. O futuro exige conteúdo curto, condensado, visualmente atraente e digno de partilha (infografias, conteúdos GIF, vídeos). Devemos partilhar histórias bem estruturadas, autênticas e envolventes que captem a atenção dos consumidores. E o impacto que os influenciadores podem ter nas marcas também não deve ser subestimado. É importante criar parcerias com influenciadores relevantes para a marca, com vantagens para ambos, e que podem chegar ao seu público-alvo.

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