Não é pecado ir ao Eva, e nós fomos!

Talvez ainda não se tenha apercebido, mas no primeiro andar do número 47 da Rua Garrett, em pleno Chiado, há um restaurante que quer juntar sabores do Brasil com pratos da nossa gastronomia. Chama-se Eva e, sim, até nos tenta a alguns pecados, como a carta de cocktails originais da autoria de Maurício Cardoso, o responsável pelo bar.

Júlia e Gabriel são naturais do Brasil onde já têm vários espaços ligados à restauração. Agora, entenderam que tinha chegado o momento de abrir portas em Lisboa. Claro que só se podiam instalar bem no centro, assim como só podiam trazer um chef que sabiam que não os iria deixar ficar mal. Pedro Mattos veio directamente de Porto Alegre onde, em 2018, foi eleito chef revelação. Isto, apesar se só se ter entregue às artes culinárias a partir de 2011, já que antes estudava Administração.

De resto, toda a equipa do Eva tem sotaque a samba, mas recebem para nos fazerem sentir em casa. Ou não remetesse o próprio ambiente da sala ao aconchego de uma casa.

Pedro Mattos trouxe então o saber fazer mas também a vontade de apresentar uma nova forma de conhecermos ingredientes típicos do Brasil, mas aplicados à nossa gastronomia. «Uma cozinha que respeita o ingrediente, a sazonalidade e o produto local» é a máxima do chef.

Nós começámos por umas croquetas de polvo com puré de limão e picles de rabanete (5 euros) e uns camarões salteados com molho de mexilhões, manjericão e pó de framboesa (12 euros) para entrada. Os primeiros precisam de mais um toque ao molusco referido, mas já os camarões são de pedir por mais. Só não o fizemos porque havia um filé de peixe com escama de beterraba, creme de cogumelo com misso, ramo de brócolos e espinafre (17 euros) a chegar. No ponto, na cozedura, no crocante da pele, no tempero e em todo o sabor final do prato!

Ainda nos deixámos tentar por um bolo de banana com chocolate 70% com caramelo salgado, crumble e mousse de banana (5 euros), mas já não houve espaço para além da prova!

A carta está disponível de terça a domingo, das 12h às 23h e ao almoço há um menu especial (12 euros por pessoa) composto por couvert, entrada, prato principal, uma bebida e um café. Todos os dias, há também Happy Hour entre as 18h e as 23h, onde se pode entregar nas mãos de Maurício Cardoso, que assina cocktails como o Animal Collective (gin, xarope de alecrim, limão e soda de toranja) ou o Foals (vodka, luxardo maraschino, espumante, xarope de melão com cardamomo e limão), os mais pedidos.

O Eva tem 40 lugares, sendo que 10 são à janela, onde nos podemos debruçar sobre o Chiado!

Texto de M.ª João Vieira Pinto

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