“Não deixes o interior às moscas” é o alerta deixado pelo “Portugal Sem Chamas”

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08/09/2025
11:48
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O movimento ‘Portugal Sem Chamas’, criado para apoiar as vítimas dos incêndios em Portugal, lançou a campanha “Não deixes o interior às moscas”, uma iniciativa que tem como objetivo ajudar a economia local e incentivar o turismo nas áreas afetadas pelos fogos. O grupo de voluntários que conduz o projeto reforça que a missão agora é: recuperar, reconstruir e reflorestar.

O movimento ‘Portugal Sem Chamas’ criado em solidariedade nacional após os incêndios que atingiram várias regiões do país, anunciou uma nova vertente de atuação: incentivar o turismo local como força de revitalização económica nas áreas mais afetadas.

Com mais de mil voluntários ativos no terreno, a iniciativa visa canalizar esforços para apoiar pequenos negócios dependentes do fluxo turístico, promovendo a recuperação das comunidades e a preservação da identidade regional. O ‘Portugal Sem Chamas’ reforça assim o seu compromisso de promover uma recuperação sustentável, autêntica e solidária, unindo esforços para que o país renasça mais forte e unido.

“Da experiência de apoio às vítimas dos incêndios, o movimento evolui agora para uma ação focada na valorização do turismo autêntico e na promoção de uma gastronomia que representa as raízes do país. Esta nova frente nasceu de uma conversa entre Inês Patrício, advogada, viajante e defensora do interior, e Tiago David Antunes, engenheiro agrónomo, cozinheiro e criador do projeto Sr. Cozinheiro. Ambos partilham da nossa visão de que a gastronomia, a mesa portuguesa pode ser um motor de recuperação económica e cultural.”, explica Ricardo Paiágua, criador e coordenador da plataforma.

Para concretizar esta visão, foi criada uma área na plataforma destinada a dar visibilidade a restaurantes, alojamentos, produtores e atividades turísticas que ficaram sem clientes devido à destruição das suas regiões. Esta iniciativa permite que os estabelecimentos se registem gratuitamente, ganhando destaque junto de turistas nacionais e estrangeiros, contribuindo assim para sustentar famílias e regenerar comunidades economicamente fragilizadas.

Tiago David Antunes destaca que “quando consumimos produtos endógenos, estamos a ajudar o motor de uma região a funcionar, investindo na sua autenticidade e qualidade. Explorar o interior do país é também uma forma de descobrir as nossas raízes e garantir a sua saúde a longo prazo.”

Por sua vez, Inês Patrício reforça que “apoiar o turismo local é uma forma de restaurar esperança e dignidade às famílias que continuam a resistir após os incêndios. O movimento apela a todos os portugueses que façam férias e escapadinhas dentro do país, contribuindo para a recuperação das regiões afetadas.”

 

A iniciativa também aborda uma questão fundamental: a necessidade de uma reflorestação consciente das florestas portuguesas. “Enquanto a monocultura de eucalipto, além de aumentar o risco de incêndios, oferece uma rentabilidade limitada, uma floresta autóctone diversificada gera rendimentos contínuos através de cortiça, azeite, mel, frutos silvestres, cogumelos, caça controlada e turismo de natureza, fortalecendo o ecossistema económico e ambiental.”, defende o engenheiro agrónomo que, em 2017 testemunhou também a devastação provocada pelos incêndios.

 




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