Metade dos portugueses diz que perdeu poder de compra com a pandemia

Cerca de 38% dos cidadãos europeus considera que a pandemia de COVID-19 afectou negativamente o seu poder de compra. Em Portugal, o cenário é pior: metade dos inquiridos pelo Observador Cetelem indica ter perdido poder de compra graças à crise sanitária. Por outro lado, 7% afirma que aumentou e 43% aponta para uma estabilização.

A nível europeu, 13% dos consumidores dá conta de um aumento do poder de compra e 49% fala em estagnação. Os resultados têm por base um inquérito realizado em nove países da Europa, em parceria com a Harris Interactive, num total de 7.400 pessoas (incluindo 800 em Portugal).

Segundo o Observador Cetelem, Potugal é mesmo o país onde os cidadãos sentem maior diminuição do poder de compra, entre as geografias analisadas. “Talvez por isto quase a totalidade de inquiridos em território nacional diz que presta mais atenção às suas despesas e que tem uma tendência maior para poupar”, ficando significativamente acima da média europeia de 78%.

Em toda a Europa, olhando para os próximos 12 meses, 49% dos inquiridos pretende aumentar as suas poupanças enquanto 35% planeia aumentar os gastos. Os consumidores estão, no geral, mais cautelosos e apenas os gastos com alimentação terão aumentado até ao momento para um terço dos europeus.

Quando foi a última vez que visitou a loja do bairro?

O mesmo estudo indica que o consumo de proximidade ganha à medida que a COVID-19 prevalece. Para os europeus, trata-se, antes de mais, de uma acção a favor do meio ambiente (44%), mas também de um objectivo e de um dever (20% cada).

Isto porque comprar no comércio local pode ajudar a manter os empregos (88%), a criar novos empregos (84%), a garantir rastreabilidade de produtos (84%) e a promover produtos de qualidade (80%). Portugal é um dos países analisados onde estas percentagens são mais elevadas: 96%, 94%, 87% e 85%, respectivamente.

Por outro lado, indica o Observador Cetelem, a crise não parece ter encorajado muitos mais consumidores a comprarem produtos biológicos (47% na Europa, 54% em Portugal) ou bens em segunda mão (39% na Europa e em território nacional).

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