A Meta Platforms anunciou que vai deixar de comercializar publicidade relacionada com política, eleições e temas sociais nas suas plataformas na União Europeia a partir de outubro de 2025, refere o El País. A decisão surge na sequência da entrada em vigor das novas regras comunitárias que regulam a publicidade política e visam aumentar a transparência e combater a desinformação.
O Regulamento de Transparência e Dirigido à Publicidade Política (TTPA), aplicável desde abril de 2024, mas plenamente exigível a partir de 10 de outubro deste ano, impõe requisitos rigorosos, como a obrigatoriedade de identificar claramente patrocinadores, processo eleitoral associado, montantes pagos e técnicas de segmentação usadas nos anúncios políticos.
Embora a Meta afirme já dispor desde 2018 de ferramentas para aumentar a transparência nestas campanhas, considera que as novas obrigações criam uma complexidade operacional e uma insegurança jurídica “insuportáveis” para anunciantes e plataformas.
Em comunicado, a empresa alerta que, devido a estas limitações, os utilizadores poderão passar a receber anúncios menos relevantes nas suas redes sociais, impactando a eficácia das campanhas.
Nos últimos anos, a União Europeia tem vindo a intensificar as suas ações para proteger a integridade dos processos eleitorais e combater a interferência estrangeira e a disseminação de notícias falsas, através do pacote legislativo conhecido como Lei dos Serviços Digitais (DSA). Plataformas como Facebook e Instagram têm sido alvo de investigações formais por alegadas falhas na gestão de conteúdos políticos e publicidade enganosa.
O caso mais recente e grave aconteceu em dezembro de 2025, quando a Roménia cancelou eleições devido a suspeitas de manipulação da informação, envolvendo a plataforma TikTok e possíveis influências externas.














