A Meta respondeu a um processo nos Estados Unidos que a acusa de descarregar pornografia para treinar os seus sistemas de inteligência artificial, alegando que o conteúdo em questão foi utilizado apenas para uso pessoal.
O caso surgiu depois de Strike 3 Holdings, produtora de conteúdos para adultos, ter detetado descargas ilegais de alguns dos seus filmes através de endereços IP corporativos da Meta, avança o 20minutos. A produtora acusa ainda a empresa de esconder essas descargas através de uma rede de endereços IP ocultos e exige indemnizações que poderiam ultrapassar os 350 milhões de dólares.
Em resposta, a Meta afirmou que as acusações se baseiam em “suposições e insinuações” e destacou que não existem provas de que a empresa tenha dirigido ou utilizado os ficheiros descarregados. A companhia acrescenta que as suas políticas proíbem expressamente o uso de conteúdos para adultos nos projetos de IA, tornando improvável que qualquer material tivesse sido utilizado para treino.
A Meta sublinha também que as descargas ocorreram entre 2018 e 2025, um período que antecede o início dos seus projetos de IA multimodal e de vídeo generativo, reforçando a tese de que o conteúdo não foi usado nos sistemas de inteligência artificial da empresa.
A empresa considera ainda “absurda” a ideia de que teria ocultado descargas de conteúdos pornográficos, dado que os endereços IP corporativos são facilmente rastreáveis. A Meta pediu ao tribunal para rejeitar o processo, defendendo que Strike 3 não conseguiu demonstrar qualquer ligação entre a empresa e as descargas ilegais.














