Melhorar a experiência de compra

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Hoje, é natural, para nós, a facilidade e a conveniência com que utilizamos um cartão para efectuar pagamentos em mais de 50 milhões de lojas que aceitam Mastercard no mundo. Dirigimo-nos à caixa, sabendo como o nosso cartão ou dispositivo irá responder. Mas a forma como fazemos compras é substancialmente diferente de há 10 anos e mais, ainda, desde que a Mastercard foi fundada, há 50 anos.

Recorremos, agora, cada vez mais à internet para as compras diárias, mas também para produtos aspiracionais, através dos smartphones, e, ao fazê-lo, armazenamos os detalhes de pagamento numa panóplia de dispositivos e em plataformas de comércio. Os estudos indicam-nos que a principal tendência é que, em 2020, 38% dos pagamentos vão ser digitais e, portanto, a forma como pagamos também vai evoluir e tornar-se mais simples e segura, seja física ou digitalmente.

Também graças à utilização crescente de smartphones, tablets ou outros dispositivos móveis, o desafio é, precisamente, o de incrementar de forma significativa a experiência de compra, através de soluções de pagamento mais simples, mas também mais seguras. Há vários anos que a Mastercard se concentra em oferecer aos consumidores e comerciantes a melhor experiência digital possível, partindo do facto de que praticamente todos os dispositivos inteligentes têm de fazer e receber pagamentos.

Neste pressuposto, a Mastercard tem desenvolvido soluções para ultrapassar os possíveis riscos de segurança na forma como os detalhes de pagamento são armazenados, sobretudo através da eliminação do uso de números de contas e sua substituição por tokens. Actualmente, quase 75% de todos os cartões do mundo estão aptos a serem tokenizados, através de padrões aceites pela indústria de pagamentos, que protegem as credenciais de tentativas de fraudes e reduzem o risco para os comerciantes, permitindo ainda aos consumidores verificar onde são armazenadas as suas credenciais, bem como os seus dados, que são utilizados na validação da transacção.

Esta mudança no mundo digital para tokens vem reforçar ainda mais a segurança nas carteiras digitais e plataformas web existentes, ao integrar a autenticação EMV 3DS e outras tecnologias, como ferramentas de detecção de fraudes baseadas em IA. Também a alteração de uma password estática para um ambiente mais dinâmico, que tira proveito de mais informação e permite oferecer ao consumidor uma melhor experiência de compra.

Vestir a carteira

As carteiras, tal como as conhecemos, têm os dias contados. Vai ser o fim das moedas a tilintar nos bolsos, da procura frenética e errante pelos cartões bancários. Graças ao desenvolvimento tecnológico, está aí o despertar, a nível global, do interesse nos wearables, que vão tornar as carteiras uma coisa do passado. Os wearables – condicionados no passado a tarefas simples como contagem de passos ou da frequência cardíaca – ganham, hoje, uma nova vida ao permitirem fazer pagamentos.

Na verdade, com uma jóia, um anel, um relógio ou uma pulseira de fitness é já uma realidade e uma tendência que no futuro ganhará cada vez mais adeptos. Os analistas prevêem que, até 2020, 62% dos wearables tenham funcionalidades de pagamento e que haja mais de 50 mil milhões de dispositivos inteligentes. É uma expansão massiva de dispositivos em que as funcionalidades de pagamento serão activadas através da plataforma MDES (Mastercard Digital Enablement Service).

Esta tecnologia de pagamentos digitais já está disponível e permite transacções, de forma simples e segura, transformando qualquer dispositivo conectado num dispositivo comercial por via da tokenização de pagamentos. O MDES permite criar vários tokens a partir do número do cartão bancário principal, que serão exclusivos para cada comerciante e oferecem uma protecção adicional, que impede o uso indevido em qualquer outro local, garantindo segurança e tranquilidade para os consumidores e para os comerciantes.

Além dos wearables, a massificação da IoT (Internet of Things) no nosso dia-a-dia está a permitir explorarmos novos conceitos e ambientes de compra, como, por exemplo, o nosso automóvel. Contudo, não basta termos acesso aos serviços embebidos no sistema do automóvel, vai ser necessário criar a capacidade para aceder a outros serviços que podem ser descarregados para o carro e que podem implicar a necessidade de os pagar em tempo real.

Para isso, a Mastercard e a SAP – através da respectiva plataforma de rede de automóveis conectados, SAP Vehicles Network – criaram uma parceria para o desenvolvimento de aplicações e serviços de pagamento para utilização no automóvel, para oferecer credenciais de pagamento integradas e seguras e sem que haja a necessidade de ter de existir uma interacção directa com um meio físico de pagamento.

Em suma, o tema da adopção das novas tecnologias, como o IoT, não tem tanto a ver com a tecnologia em si, mas com a forma como nós pomos essa tecnologia ao serviço dos con sumidores e com que tipo de interface. É mais um tema de arquitectura ou de design do que de tecnologia, porque o que interessa é termos interfaces simples, expeditos e intuitivos.

O fim do cartão como o conhecemos

Numa visão mais alargada no tempo vamos, também, conseguir virtualizar, literalmente, tudo o que temos na carteira. O conceito da carta de condução em plástico, por exemplo, começa a ser anacrónico, porque os dados que estão registados nesse documento estão guardados num servidor, o que signifi ca que podemos ter essas mesmas credenciais acessíveis a partir do telemóvel.

E num controlo pela autoridade, basta existir um leitor biométrico para leitura da impressão digital para confi rmar que somos os verdadeiros donos das credenciais. Hoje, isto pode parecer invasivo, mas a prazo vai ser possível e até banal. O que é fundamental para os consumidores é não cair numa situação em que continuamos a pôr os cartões na rua e a dar a sensação às pessoas que as suas credenciais estão ali, na sua posse, no seu bolso e que depois nada mais existe.

Na verdade, o cartão do cidadão, por exemplo, tem um conjunto de capacidades e de informação que vai muito para além do cartão em si. Com os pagamentos e os cartões de débito e crédito, tal como os conhecemos, vai ser a mesma coisa. Não falta muito tempo, e isto não é fi cção científi ca, para não precisarmos de carteira. Basta-nos um dispositivo como um anel, um colar ou uma pulseira para sairmos de casa.

Há tecnologia para o fazer, grande parte dela, oriunda do IoT. Por exemplo, os cartões Contactless são a prova disso. A adopção destas tecnologias faz-se com base na generalização da sua utilização, mas também com educação e sensibilização. Desde logo, para dirimir preconceitos ligados à privacidade, por parecer uma tecnologia demasiado disruptiva. Tendencialmente, receamos e rejeitamos aquilo que não conhecemos ou não entendemos.

Por isso, este tem de ser um processo gradativo. Vamos ter um mundo sem cartões? Claramente. E também vamos ter uma sociedade sem dinheiro físico, sem numerário. Está a aumentar o número de países que estão a adoptar os pagamentos electrónicos em detrimento dos pagamentos em numerário, pelo que é uma questão de tempo para deixarmos de precisar de dinheiro e de cartões. A Mastercard tem o mote “A World Beyond Cash”, mas não me custa dizer que será um mundo “Beyond Card”, em que tudo estará virtualizado.

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