Marta Araújo: «Todas as marcas Made in Portugal sairão a ganhar»

O que ficará depois deste “buraco negro” do novo coronavírus? Que marcas iremos ter? E como é que passarão a estar e a comunicar? Não sendo possível qualquer previsão clara e certa, fomos, contudo, tentar perceber de que forma é que algumas das maiores empresas e marcas em Portugal estão a reagir e como esperam sair do momento mais crítico de todos os tempos, a nível mundial. Vamos todos dar a volta?

Marta Araújo, CEO da Castelbel

O que está a ser feito, neste momento, para que a sua marca não perca relevância?

Ao invés de criar oportunidades de venda, estamos a fazer um esforço de comunicação empática, positiva, informativa, aberta, transparente e com recurso a mensagens simples (a simplicidade é fundamental na transmissão de informação!), não só com os nossos clientes empresariais (por email e telefone) e consumidores finais (através das páginas oficiais da Castelbel e Portus Cale nas redes sociais), mas também com os nossos colaboradores, fornecedores e parceiros institucionais, dado que a marca é construída por todos.

Em termos de vendas regulares, encerrámos todas as lojas físicas, mas continuamos a servir os seguidores das nossas marcas através da loja online www.castelbel.com, onde estamos a oferecer portes para qualquer morada em Portugal Continental e sabonetes (essenciais para uma boa higiene e protecção contra o vírus) em todas as encomendas.

Note-se, porém, que não estamos a publicitar na internet esta oferta de sabonetes antes de as encomendas estarem formalmente colocadas, para que os consumidores não se sintam influenciados ou induzidos à compra apenas pela oferta.

Tomámos esta posição porque achamos que, num momento de crise como este, toda e qualquer atitude mais “comercial” das marcas está especialmente sujeita ao escrutínio e à crítica do grande público, que não se esquecerá mais tarde do que as marcas fizerem agora. Em bom português, qualquer marca poderá ser “presa por ter cão e presa por não ter”, ou seja, tão facilmente acusada de oportunismo como de inoperância.

E depois deste “buraco negro”, a sua marca será a mesma?

Esperamos sair dele com uma marca reforçada pela sobriedade e cuidados. E com um plano de acção e estratégia de negócio para o futuro mais robusto do que nunca, por estar a ser traçado em conjunto (ainda que à distância!) pelas nossas equipas, que têm agora um pouco mais de tempo para pensar e traçar cenários do que o costume.

Além disso, cremos ainda que todas as marcas Made in Portugal sairão a ganhar com o espírito de solidariedade, união e vontade de proteger a economia nacional e os postos de trabalho locais: causas que, felizmente, estão a ganhar muitos mais adeptos na nossa sociedade.

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